Habemus centroavante!

Domingo, 26 de agosto. Vasco x Chapecoense, terceiro jogo de Máxi Lopez pelo cruzmaltino, o segundo como titular. Depois de mais de um ano vendo Ríos e Riascos se revezando no ataque, a diretoria foi ao mercado e trouxe o argentino na esperança de melhorar a qualidade do ataque vascaíno. E Máxi não apenas tem correspondido às expectativas, como também as tem superado. Até aqui, um gol e duas assistências, tudo contra a Chapecoense. Mas a principal diferença de Máxi para os outros dois é bem simples: TUDO.

Começando por Riascos, que inclusive já deixou o clube há certo tempo (é pra glorificar de pé, igreja!): o colombiano sobrevivia por causa de breves flashes, nos quais fazia alguma boa jogada. Não tinha nenhuma qualidade bem definida, era quase uma loteria: você poderia dar o passe mais açucarado possível, e ele tinha grandes chances de errar. Improvisar o Rafael Vaz no ataque era ter mais chances de gol do que com o Riascos.

Já em relação a Ríos, utilizarei a frase de um amigo vascaíno: ele faz TUDO, menos o que um atacante tem que fazer. Brigador, ajudava na marcação, saía da área pra buscar jogo, dava passes. Mas gol? Quase nenhum. Raríssimas oportunidades criadas. O máximo que Ríos tinha era um pivô onde a bola é devolvida imediatamente, porque o argentino não sabe segurar a redonda, muito menos tem inteligência pra saber a hora, nem visão de jogo para saber o local pra onde soltá-la.

Já Máxi Lopez (que homem!), tem tudo. Tudo não, vou deixar um pouco a euforia pela vitória e pela exibição do craque para admitir que ainda falta cabeça no lugar — toma cartão com a mesma frequência que o Carlos Alberto tomava. Mas com a bola, faz bonito, e muito bonito. Faz a parede com maestria, sabendo usar o corpo pra proteger do zagueiro. Com inteligência, sabe bem a hora de segurar, a hora de soltar e a hora de chutar. Com visão de jogo, sabe onde dar o passe. Se movimenta bem, se antecipa ao zagueiro em cada cruzamento, leva perigo em quase todo chute. Um verdadeiro centroavante.

E se hoje estou aqui, eufórico com a exibição de hoje, o que esperar das próximas partidas? Máxi está longe da forma física ideal. Sem dúvida alguma foi escalado às pressas, visto que só tínhamos Ríos para a posição e os gols estavam escassos.

E a pergunta se repete: o que esperar das próximas partidas? Sendo vascaíno, é a primeira vez em muito tempo que consigo sorrir pensando na resposta para essa pergunta.