O pior mês da minha vida.

Tudo começou numa ida ao Mc Donald`s e acabou com a janela do meu carro quebrada.


“Ah, Martin. Tu não ia fazer vídeo????”
Ia.

Mas primeiro: AQUELA MERDA DE MICROFONE TÁ EMBAÇANDO e aí tô esperando vir um esqueminha que TEORICAMENTE vai resolver o áudio.

E segundo: eu aprendi na faculdade de Jornalismo que temos que ser multimídia. Usar vídeos e textos juntos. Então tô fazendo isso.


No dia 14 de novembro eu decidi ir no Mc Donalds com a minha namorada. Eu adoro Mc Donalds. A gente pediu dois Deluxe Bacon, uma batata média, uma batata MOTHERFUCKING with Cheddar e dois refris. Na tradicional última cabine nos entregaram os refris, as batatas e pediram pra esperar um pouco naquele recuozinho (não faço ideia se essa palavra existe).

Alcancei os refris pra Carol (minha namorada pra quem não sabe), ela colocou em cima do painel e segurou as batatas no colo. Tipo assim:

o posicionamento dos refrigerantes

Sem pestanejar, eu arranquei. O que aconteceu foi mais ou menos isso, só que no carro inteiro.

o refri derramado

O acidente arruinou as batatas, que foram encharcadas por Guaraná. Molhou o carro todo. Sobraram dois goles dentro de um copo e zero goles dentro do outro.

Claro que a gente comeu o que sobrou, até porque como falei antes, eu adoro Mc Donalds.

Enfim. Assim começou o pior mês da minha vida.

Eu vinha fazendo contas mentais e naquela mesma noite consolidei a matemática. Era hora de abrir mão de morar sozinho. Era hora de voltar pra casa dos coroas. Sobre isso, eu fiz um vídeo:

olha só a faculdade de jornalismo brilhando MULTIMIDIAAAAA

Não vou ser redundante e falar tudo de novo. Olha o vídeo.

Então. Eu teria que voltar pra casa, tava com o carro todo sujo de refri e tinha todas as contas finais do apê pra pagar.

Se tu olhou o vídeo, sabe que eu tô trabalhando pro/no Uber. Aí o cinto do carro todo sujo de refri começou a falhar. E de acordo com a sociedade o cinto é importante. Aí tive que levar na locadora pra ver.

Me deram um carro igual, só que não sujo de refri e com o cinto funcionando. Ai eu bati esse carro. Tava com ele fazia 4 dias e encostei num Astra 2001 verde escuro duma professora. Ela arrancou na minha frente eu fui atrás. Ela freiou, eu não. O que aconteceu foi mais ou menos assim:

FOTO MERAMENTE ILUSTRATIVA

Depois dessa PEXADA eu tive que trocar de carro de novo. Continuei trabalhando pro Uber porque agora eu tinha as contas do apê, a multa de saída do apê, os concertos do apê e o concerto dos carros. O meu e o da professora do Astra Verde 2001.

Continuei trabalhando pro Uber. Continuei pagando as contas. Continuei indo no Mc Donalds, porque eu adoro Mc Donalds.

Peguei um carrinho um pouco maior, um pouco mais confortável. Parecia que tava tudo certo.

Aí peguei meu primeiro Grau C, recuperação, exame, PS, bla, na faculdade. Tudo bem. Quem me acompanha a tempo suficiente sabe que eu não levo a faculdade muito a sério. O pior era a função do dia e tal.

Mas vamos lá. O dia chegou. 14 de dezembro. Exatamente um mês depois do acidente do refri no carro. Lembra?

Prova de Contabilidade. Rico lixo. Tudo que eu aprendi na cadeira tem um programa de computador que faz. Até agora não entendo a lógica de quem monta esses cursos. ENFIM NAO QUERO FALAR DA FACULDADE.

Terminei a prova. Hora de voltar pra casa. Deu acabou. Fim do texto.

Não. Cheguei no carro e a janela quebrada. Levaram meu estepe. Levaram um pacote de bala que tinha no porta luvas. E acima de tudo, levaram minha dignidade. Ficou assim:

IMAGENS REAIS DO ACIDENTE

Ai agora tive que trocar de carro de novo. O carro agora é igual aquele primeiro que eu derramei refri, lembra?

O texto vai acabar assim mesmo porque a vida segue. Eu preciso continuar pagando a multa do apê, da professora do Astra Verde 2001, do carro quebrado…

Só queria dizer uma coisa pra todo mundo, a vida é legal mas as vezes dá vontade de MANDAR TODO MUNDO TOMAR NO CUUUUUUU VAI SE FUDER BANDO DE ARROMBADO NINGUEM GAZ NADA EU SO TOMO NO CU BAH QUE MERDA MESMO EU NAO AGUENTO MAIS ESSA VIDA QUERO MAIS ´E QUE SE FODA ESSA PORRA TODA NINGUEM ME PEDE MAIS NADA PARA DE LER CARALHO NAO QUERO MAIS DIGITAR

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Martin Mayer’s story.