
“Um Nazista em Copacabana” traz homônimos célebres e personagens fortes, num romance radicalmente atual
Em seu segundo livro, agora pela Editora Rocco, Ubiratan Muarrek traz personagens humanos e grandiosos e, como pano de fundo, mescla com rara habilidade a Segunda Guerra Mundial e o atual período político do país. Ironia e humor continuam as marcas do autor paulistano.
Nove anos após o lançamento de “Corrida do Membro” (Objetiva, 2007), o autor paulistano Ubiratan Muarrek mantém a verve irônica afiada e a composição de cenas memoráveis em seu segundo livro, a ficção literária “Um Nazista em Copacabana”, lançado pela Editora Rocco, que já conquista crítica e leitores em todo o país.
“Um Nazista em Copacabana” conta a história de dois homônimos de figuras célebres, numa narrativa que prenuncia os descaminhos e conflitos sociais e políticos do Brasil atual.

O primeiro deles é Otto Funk, homônimo de um jovem combatente da juventude hitlerista, falecido em 2011, que se celebrizou a partir de uma foto tirada durante uma operação na Normandia. Sua companhia, a 12ª Divisão Panzer SS Hitlerjugend, foi acusada de vários crimes de guerra, incluindo o massacre de soldados canadenses no chamado Ardenne Abbey Massacre, em 1944.

O segundo é Delúbio Moreira, homônimo de Delúbio Soares, ex-tesoureiro petista que ficou conhecido no escândalo de corrupção chamado “mensalão”.
Num jogo de semelhanças e coincidências, por vezes hilárias, “Um Nazista em Copacabana” traça a história de duas gerações familiares, a partir do desembarque de Otto Funk no Brasil, em 1947.
Por meio das lembranças da mulher de Otto Funk, Iracema, após o falecimento do marido, e das desventuras da filha, Diana Verônica, grávida e em fuga por conta dos tropeços de seu ex-parceiro, Delúbio, numa prefeitura do ABC paulista, Muarrek constrói um romance radicalmente atual, em um momento em que o país está mergulhado em grave crise política.

Corrupção, violência, racismo, preconceitos e o drama — e a comédia — brasileiros passeiam livremente nas 350 páginas do romance, num mosaico narrativo que tem como destaque personagens femininos fortes e bem construídos, e os sotaques dos locais em que é situado: Rio de Janeiro, São Bernardo do Campo e Minas Gerais.
Sobre Um Nazista em Copacabana, o crítico Álvaro da Costa e Silva escreveu:
“A visão totalizadora de mapear um país e um povo, não só do ponto de vista da história como também da geografia — mais comum aos artefatos ficcionais do século 19, com amplos panoramas e personagens emblemáticos capazes de fazer o leitor “viver” dentro das páginas dos livros — parecia ter entrado em declínio definitivo. Mas eis que surge um romance como Um nazista em Copacabana, de Ubiratan Muarrek, o qual nos obriga a reformular o pensamento e, quem sabe, indicar mais uma vereda na floresta”.
O autor
Ubiratan Muarrek nasceu em Tupã (SP) e mora na cidade de São Paulo. Formou-se em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e tem mestrado em mídia e comunicação pela London School of Economics (LSE).
Como jornalista, trabalhou na Folha de S. Paulo, no Jornal da Tarde/Grupo Estado e na BBC.
Publicou Corrida do membro (Objetiva), em 2007. Um Nazista em Copacabana é o seu primeiro livro com lançamento pela editora Rocco.
Título: Um nazista em Copacabana
Autor: Ubiratan Muarrek
ISBN: 978–85–325–3006–6
Código: 9788532530066
Formato: 16x23cm
Páginas: 352
Preço: R$ 38,00
Saiba mais: http://www.rocco.com.br/livro/?cod=2753