Dorina Nowill

Ser notável é não desistir de frente aos desafios e dificuldades, é persistir. Por isso se pode dizer que Dorina Nowill é notável, ela ficou cega aos 17 anos, mas não desistiu ,lutou e buscou trabalhar em prol da inclusão de deficientes visuais na sociedade.

Nascida em 28 de maio de 1919, na cidade de São Paulo , teve uma vida normal, até ter ficado cega aos 17 anos, por causa de uma doença que não foi diagnosticada. Mesmo com as limitações que sua nova condição impôs Dorina não ficou parada, estudou e foi à primeira aluna cega a frequentar a escola regular. Ainda por cima, auxiliou a incluir mais uma aluna na escola Caetano de Campos, na qual estudava.

Formou-se em Magistério, também criou o primeiro curso de especialização de ensino de cegos no Brasil. O seu trabalho foi reconhecido, e conseguiu uma bolsa de estudo para a Universidade de Culumbia, nos Estados Unidos, onde fez um curso de especialização na área de deficiência visual.

Após voltar ao Brasil, Dorina viu que o país precisava ter mais ações de inclusão dos deficientes visuais na sociedade. Uma das primeiras ações que fez nesse sentido, foi de criar uma impressa Braille de grande porte, para que assim houvesse mais publicações para cegos.

Doriana atuou em diversos projetos que buscavam a inclusão dos deficientes visuais nas escolas. Ela quem criou o Departamento Especial para cegos na Secretária de Estado de Educação de São Paulo. Também foi uma personagem importante, para garantir a lei que garantia o direito ao cego à educação. Junto com o Ministério da Educação, criou o primeiro órgão nacional de cegos no Brasil, sendo diretora do mesmo entre 1961 e 1973.

Em 1979 foi presidente do Conselho Mundial de cegos. Dorina queria ampliar seu trabalho e ter algo mais pessoas em pro dos cegos, assim nasceu a Fundação Dorina Nowill, que atua na reabilitação de deficientes visuais.

Em 1981, Ano Internacional da Pessoa Deficiente Dorina foi a representante brasileira na Assembleia Geral das Nações Unidas, onde discursou. Continuando seu trabalho, atuou para que o congresso nacional ratificasse a convenção 1599, da Organização Internacional do Trabalho, que abordava o tratamento, reabilitação, profissionalização de deficientes visuais. A aprovação da convenção ocorreu em 1989.

Dorina ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais pela sua contribuição pela inclusão dos deficientes visuais na sociedade brasileira. Ela morreu em 29 de agosto de 2010, aos 91 anos de idade. Deixou um legado e muitas conquistas.

Quando vi a história de Dorina pensei muito em persistência, essa mulher que lutou não só por sim mesma, mais também por vários. Olhei para mim mesma e vi quantas vezes, tive problemas tão menores pensei em desistir. Pensei que não valia a pena. Mas a vida é uma oportunidade de aprendizado. É pegar uma adversidade, enfrentar e vencer. É saber se adaptar quando a mudança chegar. É levantar a cabeça, sacudir a poeira e seguir em frente.

Como disse Dorina:

“Vencer na vida é manter-se de pé quando tudo parece estar abalado. É lutar quando tudo parece adverso. É aceitar o irrecuperável. É buscar um caminho novo com energia, confiança e fé.”-DORINA DE GOUVÊA NOWIL

FONTES:

http://www.fundacaodorina.org.br/a-fundacao/dorina-de-gouvea-nowill/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dorina_Nowill