A fascinante “Schindler’s List”.

Schindler’s List, no Brasil A lista de Schindler é um longa-metragem de origem norte-americana, dirigido por Steven Spielberg e do gênero de Drama. O filme trata da história de Oskar Schindler, personagem que de fato existiu e que ficou muito conhecido por salvar a vida de centenas de judeus durante o Holocausto, o filme possuí nomes muito queridos em Hollywood como os de Liam Neeson e Bem Kingsley. O longa foi um sucesso absoluto de bilheteria e foi muito bem recebido pela crítica, recebeu diversos prêmios, dentre alguns, sete Oscar, incluindo o de melhor filme e melhor diretor, além de três Globos de Ouro e sete prêmios BAFTAs.

A lista de Schindler recebeu uma aclamação por parte da crítica especializada, inclusive a American Film Institute elegeu o longa como o oitavo melhor filme americano da história. Partindo dessa aclamação vamos entender um pouco sobre o que de fato o filme tem de especial, podemos elencar diversos pontos mais nesse momento iremos destacar os mais marcantes. Baseado no romance Schindler’s Ark do escritor Thomas Keneally, o filme se passa por volta de 1939, período em que a segunda guerra mundial estava se iniciando e que o Nazismo estava cada vez mais forte. Nesse contexto Oskar Schindler, empresário alemão e membro do Partido Nazista, estava interessado em lucrar com a guerra e a partir daí decide montar uma fábrica de panelas para fornecer ao exército. Schindler começa a contratar diversos judeus poloneses para trabalharem em sua fábrica, como conseqüência disso os mesmos acabam se livrando de serem transportados aos campos de concentração. Schindler percebendo isso começa a querer contratar cada vez mais “trabalhadores” para salvá-los, e com isso o filme nos mostra diversos momentos tocantes. Revela um lado filantrópico por parte de Schindler, em alguns momentos torna-se, inclusive, uma tarefa difícil não deixar uma lágrima cair: o filme é repleto de momento marcantes.

Outro lado que temos que ressaltar é na questão técnica do filme, algumas escolhas arriscadas tiveram que ser feitas neste longa, uma delas, inclusive, é a escolha de o filme ser feito em preto e branco. Não sendo uma decisão incomum, pois, outros diretores de sucesso acabaram optando por deixar seus filmes com tal estética, incomum mesmo é o fato de um filme contemporâneo, com mais de três horas, possuir essa fotografia. Aparentemente o filme poderia ficar enfadonho para alguns e isso poderia atrapalhar a recepção por parte do público, mais percebemos que isto não atrapalhou. Há uma cena em que uma criança se mostra em um casaco de vermelho. É uma cena muito marcante, já que é um dos raros momentos em que vemos uma cor diferente em cima do P&B predominante. Na cena em questão há um significado no qual cada um pode interpretar ao seu jeito. Para Andy Patrizio do IGN a cena da menina de casaco vermelho serve para indicar que o protagonista mudou, “Spielberg põe uma virada na história dela, fazendo-a ser mais uma na pilha de corpos no carrinho para ser incinerada. O olhar no rosto de Schindler é inequívoco. Minutos antes, ele viu as cinzas e a fuligem dos corpos em chamas se acumulando em seu carro como apenas um incômodo”.

Quando se fala em Steven Spielberg talvez muita gente o associe aos seus filmes “Blockbuster’s” como Tubarão, Jurassic Park e tantos outros, mas não podemos esquecer que o mesmo fez um trabalho muito artístico nesse filme. Existe todo um sentimento passado em tela, seja pela escolha de rodar o filme em preto e branco, seja de gravar cenas com a câmera na mão ou de manter uma estética parecida a um documentário. As escolhas parecem muito assertivas, tanto que, mesmo em um filme que tinha tudo para ter uma bilheteria restrita conseguiu ultrapassar os 300 milhões de dólares com um orçamento de apenas US$ 22 milhões. O filme proporciona diversos momentos de reflexão, além de uma mensagem muito marcante, como a de seu final: quando Oskar Schindler recebe uma carta de seus trabalhadores e se depara com uma citação. Citação esta que serve muito bem para enaltecer a filantropia do protagonista, além de reforçar a argumentação do filme “Aquele que salva uma vida salva o mundo inteiro”.