com quantas palavras se convence alguém a ficar?

eu vejo, eu revejo, eu repenso, só pode ter sido culpa minha. eu penso que só deixei você se propagar no ar, se dissipando na minha frente, deixando seu efeito nos meus pulmões. ou pior, que eu insisti, mas fiz tudo errado. esperei errado, falei as palavras erradas, me tropecei, errei o momento, te irritei. todos os timings certos fui eu que perdi, e sempre acertei no “quase lá”.

em dias úteis eu me faço útil. me bato e me debato para ser o que quero pra mim. esqueço você, te jogo à atmosfera por desleixo. me orgulho muito. mas, em fins de semana, eu quero me humilhar por você. talvez eu me sinta nobre dessa forma. como se eu pudesse recolher e sugar toda a doçura dos clichês mais conhecidos, eu quero cair de joelhos e pedir, por favor, pra você não ir embora, eu preciso tanto de companhia. eu já fiz tanto pela sua atenção, eu só queria continuar me atirando, não para te encantar, mas pra sentir que eu sou capaz de fazer isso por alguém, que eu não sou só sobre mim. e, em último, para te manter no mesmo ambiente que eu por mais dois minutos, eu posso tirar a armadura, eu posso tirar a camisa e expor minhas costas para as facadas que se exige estar por perto de você.

quão meloso isso soou? espero ter sido bastante, se eu soei assim, é porque está funcionando. tire suas facas e eu tiro a camisa. só fique mais um pouco.

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