Para ser feliz, basta se amar.

Oi, amigos do Gustavo. Bom, cá estou eu, em uma bicicleta ergométrica. Eu olho para todos os lados e não vejo pessoas como eu. Ou melhor, outros que não sejam narcisistas, que não adorem o seu corpo mais do que um jantar a dois em uma praça qualquer, comendo uma boa pizza. Na verdade, não sei o que faço aqui!
Eu odeio esse lugar, me sinto um peixe fora d’água, não gosto que as pessoas olhem pra mim, não com esse olhar, do tipo: olha, uma menina dessa idade, já gordinha, coitada, deve tá lutando pra ter um corpo como o meu. NÃO SOCIEDADE, NÃO! Por incrível que pareça, eu amava meu corpo, eu gostava de mim, sabia me aceitar. Mas, a família começou a pressionar, o namorado a comentar e os amigos a caçoar. E isso marca tanto, que comecei a achar que o problema estava realmente em mim, em uma garota que prefere estudar, comer ou ver séries do que ter um corpo escultural para “agradar” pessoas alienadas que só enxergam um modelo ideal.
Então, hoje, mesmo que tentando fazer uma dieta afim de que loucamente perda peso rápido, não estou feliz. Eu olho para o espelho e só consigo me ver cada vez mais gorda. É deprimente. Pois, por mais que eu tente ser como a Barbara Ferreira, que com muita coragem lutou contra todo o preconceito e hoje é um exemplo pra muitas garotas, assim sei lá, talvez, por culpa minha e da minha fácil capacidade de ser influenciada, sou infeliz por tentar ser uma Pugliesi.
- Paula Micaelly