Uma viagem no tempo

As folhas do calendário já estão no fim. Aquele bloco de 365 páginas parece já ter durado mais. O décimo segundo mês chegou, e com ele, um sentimento retrospectivo. Sempre bate aquela vontade de reviver o que passou.

Lembro de cada esquina que dobrei, cada avenida que cruzei e cada cidade que conheci. Foram momentos únicos que vivi e lembranças preciosas que criei, mas aquele país ao qual viajei, deixou mesmo uma grande saudade.

Suas praças, seus parques… Subi seus morros mais íngremes pra contemplar sua beleza urbana. Passeei por suas curvas e fiz carinho em cada escultura sua que me deparava, como quem sabia que seria a última vez que as veria.

Sorri, ri e gargalhei com pessoas que conheci nessa viagem. Briguei com outras e até xinguei no meu próprio idioma, mesmo sabendo que de nada adiantaria, mas sempre dava tudo certo no final do dia. Afinal, o sol brilhou e uma gota sequer caiu do céu.

Vaguei embriagado pelas suas ruas escuras, destemido de qualquer perigo. Conheci sua montanha mais alta, suas cordilheiras e até nas corredeiras do seu rio eu deslizei.

Ter te conhecido foi uma viagem inesquecível. É uma pena que, como outras viagens, ela tenha ficado apenas em registros fotográficos. Mas, ao mesmo tempo, que bom revisitá-la em cada fotografia. Cada lembrança traz aprendizados únicos.

Guardo no coração esse álbum de fotos, e planejo ansioso minha próxima viagem, pois cansei de esquinas vazias, avenidas paradas e cidades sujas. Quero adentrar uma nova cultura, descobrir palavras novas, sentir perfumes e conhecer sabores. Quero viver cada dia como um explorador, que anda sem cansar, sentido a algo que nunca viu antes.

O que será que o destino reserva pro próximo país que eu hei de conhecer?

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