Na prateleira dos clássicos da violência

1. No embalo do novo Mad Max, assisti a outro filme com Tom Hardy: “Bronson”.
2. Hardy já mata a pau em películas como “Os Infratores”, “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” e “Warrior”. Ele tem o rosto da violência. Lutador de MMA, vilão dos quadrinhos em versão terrorista, gangster da Lei Seca. Todos esses papeis que exigem cenho franzido e punhos cerrados são representados por ele com maestria.
3. “Bronson” é, para mim, das que eu vi, sua melhor atuação. Prisioneiro mais violento da Inglaterra, vindo de uma família padrão, não possui motivos (ou será que é justamente por isso?) para cometer crimes. Partir pra cima de quem quer que apareça na sua frente é fonte de prazer. Violência é um estilo de vida.
4. Cena absurda: utilizando-se duma trilha sonora foda e de fotografia tipo filmes do Intercine, o diretor Nicolas Winding Refn reproduz uma balada no hospício, onde Bronson e os internos, chapados de remédios, dançam freneticamente ao som da batida eletrônica e iluminados por um globo giratório.
5. Ópera punk marginal, Bronson deve ser colocado na prateleira dos clássicos da violência ao lado de títulos como “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, “Pulp Fiction” e “Old Boy”.