INFORTUNA

fonte: tumblr

Tranquilamente ela chegou sem fazer barulho, abriu a porta e se sentou. Tantos lugares pra sentar e ela sentou bem ao meu lado, isso não é justo.

Suspirei, fiz cara de mal, mas nada adiantou, ela continuava la e pelo visto ela não tem medo de cara feia, não. Parece até que ela gosta, a danada parece se nutrir de “caras feias”.

Saí antes de me estressar, mas antes mesmo de me levantar ela já estava de pé. Acabei me estressando, o que não é difícil pra um ariano, ela me acompanhou até a porta.

Abri o portão, passei rápido mas ela continuava ali. Ela gostava de mim, ou ela me odiava. Não faz mal, eu também a odeio, e muito.

Pelas voltas no quarteirão a perdi de vista, mas ela não me perdeu, ela se entremeou na minha sombra e como um chiclete pisado ficou no “meu pé”.

De volta em casa, resolvi a encarar, o que, até então, eu não tinha feito. Ela era tão familiar, era quase eu. A abracei, forcei simpatia, ela caiu, fiz um café, a ofereci, ela aceitou, mas o que ela não esperava é que no café tinha veneno. O veneno não era pra ela, mas pra mim, era calmante. Eu sei que não posso matá-la então vou me matar, mas aos poucos é claro, que é pra ela não desconfiar.

Te peguei maldita, hoje você não me atormenta mais, deixa pra amanhã, ansiedade.