Conto da Bruxa — 1


Senti uma forte presença feminina que me rodeava, parecia se exibir e até mesmo se deliciar em seu riso enquanto se postulava junto a mim.

Em seus rodeios era possível sentir seus cabelos longos, claros e esvoaçantes, juntamente com suas vestes negras.

Vi imagens de um raio pela noite, uma noite de batalha, tive medo. Atena me olhou de longe, não era ela, mas ela havia mandado alguém.

Nesta mesma noite de chuva e sangue, vi garras pregarem o chão, que firmavam e viravam raízes árduas.

Ela me intimidava, me chamava para ela, e ela sempre tem o que quer. Nike, Deusa da Vitória, mão direita de minha mãe, Atena.

Não me sinto mais abandonada, tão pouco amedrontada. Mamãe saiu mas estou em boas mãos.

Seja bem-vinda, Nike. Faça morada, que será minha mentora e guardiã.

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