A bad das migalhas
Até queria fazer um post mais leve hoje sobre alguma coisa que aprendi sobre maquiagem esse fim de semana ou algo do tipo, mas já tinha esse texto pronto. Então pensei: why not? É pertinente, o blog é sobre autoestima também portanto, achei válido.
Queria falar sobre bad. Mas não qualquer bad. A bad que eu apelidei carinhosamente de bad das migalhas. Muito presente na minha vida devido aos relatos das amigas e experiências própriasmesmo. Sabe aquela que bate quando você se toca da rejeição? Quando você sai de um relacionamento péssimo, mas ainda assim a tristeza impera? Quando por mais que você tente, superar parece algo bem distante? Vamos falar sobre isso.
Assim como boa parte da população, eu já passei por isso. Você também. Seus amigos também. Quem não passou, vai passar. Afinal, a bad das migalhas é democrática. Não tive muitas, mas como eu era super intensa, eu senti tudo pra caramba, então desapegar foi nó cego. Mas com uma pitada de demência intrínseca, esforço pra ser uma pessoa melhor todo dia, amo próprio, atividades e planos, passou pra mim… Então passa pra todo mundo.
Ano passado tive uma bad bem ruim que gerou uma tristeza enorme. Eu tinha tido outras, mas creio que foram mais feridas no ego do que bad em si. Ano passado não. Foi bad REAL. Ao mesmo tempo que eu dava graças à Deus de ter chegado ao fim (porque tinha fim, desde o início, só eu não via) e eu não precisar mais ter aquela convivência que só prejudicava a minha ansiedade, aquilo me dava uma sensação de isolamento e muita, mas muita decepção.
Kate Harvey
Foi horrível. Doeu pra caramba. Tem uma hora que a angústia é tanta que você acredita sem sombra de dúvidas que aquela dor vai morar ali. Você não quer ficar em casa, mas sair parece um martírio e no final, era melhor ter ficado em casa mesmo. Se forçar pra esquecer surte efeito contrário: lembranças.
No geral você já tem noção de que a bad está chegando antes do fim. Não precisa ser necessariamente de um namoro, aliás essa bad é bem comum em relacionamentos que não são denominados de namoro (porque uma das partes não quis). A espera é de algo que não se pode ter (ou não se pode ter mais), mas você reza pra pessoa mudar de ideia e vai aceitando aquele pouco. A pouca atenção. A pouca presença. Até que não sobra nada.
Yelena Bryksenkova
Então vem a bad. Você se pergunta o motivo. Se foi algo que você fez e isso é tão triste. Porque você não fez nada e com o tempo, se dá conta disso e percebe tudo. A bad pode acabar por aí ou pode ficar um tempo, mesmo que algumas coisas já tenham sido analisadas e bem pensadas. Então ela vai deixando de ser um fardo. Sair não parece tão ruim e você começa de novo a fazer o que gosta, se divertir e ver o lado positivo (porque tem, tudo tem).
Então queridos, eu só posso dizer uma coisa: por pior que pareça, a bad das migalhas (assim como as outras) tem remédio. Sim, ela tem cura! E de graça você ainda leva felicidade e gratidão por ter aprendido com ela. A situação que encerra representa a possibilidade de outra começar.
Vamos deixar uma coisa bem clara aqui. Gosta de uma pessoa? Beleza. Isso é maravilhoso. Mas se ela, sabendo disso, usa seu sentimento como uma ferramenta pra te fazer de trouxa e pra agir do jeito que ela quiser, sem nenhum tipo de cuidado, essa pessoa é no mínimo escrota e não merece estar na sua vida.
Vamos ser favor do compromisso com nós mesmos e do amor próprio. Se valorize e se ame primeiro. A gente tem que engrandecer a própria presença e companhia. Procure sempre reciprocidade. Um pedaço não enche barriga, quanto mais o coração. Também não se permita ser a migalha de alguém que quer mais que isso. Honestidade é tudo. Não é justo, ninguém merece pouca importância e pouco caso.
Pois é minha gente, passa… Você aprende e tudo fica maravilhoso de novo. Juro!
Beijo Beijo!
Inslee Haynes