10/jan/2017

Maldito. Rosto rasgado pela boca mesma de chacal. A garganta uma brasa um ranço um travo um engolir de ratos um ninho de ratos uma legião de ratos sempre os ratos tateando cegos no negrume dos vasos. Bichos sacrílegos alvoroçando mordendo fodendo bebendo o sangue ardente cuspindo o sangue afogados no sangue atravessados no sangue que já ebuliu e lançou seu rastro fétido aos quatro cantos. Dementes todos dementes. Maldito. Pés destroçados pelo atrito mesmo do chão. A pele um rasgo um manto uma casca um lençol corrompido com porra infértil um abrir de poros um esgarçar de poros um arrebentar de poros sempre os poros liberando a catinga dos glóbulos podres aos quatro cantos. Maldito. Dementes todos dementes.