Desabafos: eu nunca superei aquele episódio de Pokémon

Quando seu pai adotivo te abandona

Existem certas coisas na vida que a gente deixa pra lá, mas outras marcam nossa pele como uma tatuagem de chiclete da hot-wheels feita pela agulha do próprio “Botão Russo Pra Download”, o capeta.

Sendo assim, há momentos em que me pego e penso os motivos que me levam a carregar tanto ódio e rancor nesse corpo composto por matéria espacial e cabelo desidratado. Lembro-me pouco do dia, chovia muito e eu me encontrava sendo monitorado por alguma babá.

Pokémon foi por muito tempo a franquia que eu mais gostava, tanto no desenho quanto nos jogos, mas o que aconteceu naquele dia ainda me assombra como uma tentativa de sequestro.

A sensação de abandono era dupla: primeiro, porque Ash tomando a atitude mais COVARDE do mundo é de doer o coração. Segundo, porque a babá me deixou em casa pra comprar cigarro, mas isso não vem ao caso.

OLHA ISSO, PICA DEMAIS!!

Não entrarei em detalhes, pois tal qual o hino nacional, esse episódio foi analisado como uma obra controversa, pertencendo talvez ao movimento parnasianista, que particularmente, acho bem bosta. Tá lendo, Joaquim Osório Duque Estrada, cuzão do caralho?

Mas é isso, não tem como perdoar uma criança de 10 anos que abandona seu Pokémon mais pica, como um pai que abandona sua prole. O filho da puta nem custeou a estadia do Charizard naquele lugar.

No fim das contas, o Ash nunca passou de um cretino e sociopata que escravizava bichos pra competir em rinhas de galo legalizadas por um governo autoritário e sem amor aos animais.

Ash Ketchum da cidade de Pallet, se você estiver lendo isso, você foi um ARROMBADO

Desabafos.