Yamanote Line: Kanda Station

Em Minha Querida Sputnik, o escritor japonês Haruki Murakami cita os arredores de Kanda, quando um dos personagens fala sobre livros. Pois bem, os arredores da região são repletos de livrarias, gráficas e sebos — ou seja, se você passar por lá num feriado (como o dia em que as fotos abaixo foram tiradas), não encontrará muita coisa aberta para ver. Mas não pense que é uma estação desimportante: em 1925, quando a extensão entre Kanda e Tokyo ficou pronta, a círculo da Yamanote Line foi oficialmente concluído.

A estação de Kanda é servida por três linhas de trem da JR (Yamanote, Keihin-Tōhoku e Chūō) e pela linha Ginza de Metrô. Os trilhos do trem ficam na parte elevada e são oito no total — dois para cada linha e mais dois adicionais usados por trens-balas que fazem o circuito Tokyo-Ueno (e não param por Kanda).

Os trens com a cor laranja são os da Chūō Line, a linha com o maior índice de suicídios: além dos vagões andarem em maior velocidade e o percurso ter menos visibilidade (o que impede o condutor de frear a tempo), a Chūō é administrada pelo Estado — ou seja, as famílias dos suicidas pagam taxas menores de multas. O Japão está entre os dez países do mundo com maior índice de suicídio.

A loja de artigos para pesca fica aberta até no feriado: além de ser um ramo importante na economia nipônica, a pesca também é um dos esportes favoritos dos japoneses.



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