Permaneça lá!

Sua mensagem está lá, intacta e marcada como não lida. Não quero e não posso ler. Preciso que ela fique lá, parada. Necessito da notificação carregando o seu nome. Ela está arquivada. A sensação de ter algo seu comigo me traz a certeza que pertencemos um ao outro.

Por agora, vou me recuperando da nossa última conversa, cheias de arrependimentos e desculpas que não colam mais. Sendo assim, prefiro não ler, não saber, talvez isso me custe a felicidade no futuro, mas talvez ela me poupe o sofrimento. Deixa eu ficar um pouco aqui com a minha alegria. Deixa eu adiar a tempestade. Pode ser?

Sempre tentei deixar que você finalizasse as nossas conversas, sou egoísta demais, confesso, mas eu precisava disso, era uma forma de eu demonstrar que estava no comando, quando na realidade estava apenas tentando entrar no seu jogo. Me deixei levar pelo simples fato de pensar que teríamos um vencedor e um perdedor — e eu não queria ser quem perderia. Demorei a entender que somos apenas duas crianças que ainda desconhecem como tratar as coisas do coração de forma madura, de forma adulta, ou talvez até pessoas adultas desconheçam como resolver as coisas do coração.

Ambos precisam tomar uma atitude quanto a tudo isso que está acontecendo. Não dá para continuar, caminhar e viver com a incerteza. Com a incerteza de um lindo viver, de uma linda tarde ao seu lado, observando os raios do sol se confundir com o seu sorriso. Não quero que seja assim. Preciso da certeza de existir com você. Acho que preciso tomar a atitude e ler logo a sua mensagem.

No final das contas, eu só queria que parássemos de jogar esses joguinhos e seguíssemos nossos caminhos.

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