A vantagem agridoce de ser solteira

Desde que comecei esta aventura chamada vida amorosa eu sempre me meti em relacionamentos longos. E isto e o fato das pessoas não hesitarem em reclamar da solteirice nas redes sociais me impediram de notar as melhores coisas de ser solteira.

Não é liberdade, porque relacionamento não é prisão — se na sua concepção for, meu querido, você tem um sério problema nas mãos. As pessoas confundem a possibilidade de ser completamente egoísta, pensar unicamente em si, com estar livre. E é esta a vantagem mais agridoce da solteirice: não precisar se preocupar com mais ninguém além de você mesmo.

Quer ir ao museu ver aquela exposição? Não precisa casar agendas para o parceiro ir junto. Quer marcar as férias no exterior? Opa, pode escolher a data que quiser, sem qualquer empecilho. O celular pode acabar a bateria que não vai ter ninguém arrancando os cabelos tentando entrar em contato com você, você pode sair com quem você quiser, na hora que você quiser, sem se preocupar em dar satisfação ou em fazer o outro se sentir seguro.

Não há sentimentos alheios a serem zelados. Há apenas os seus. O universo dentro do seu umbigo.

Porém, ao mesmo tempo que não precisar se preocupar com outra pessoa é “libertador”, também pode ser muito triste. Uma vez que se a sua bateria acabar porque, sei lá, você MORREU e ninguém tentar entrar em contato com você, é capaz de seu corpo ser encontrado apenas semanas depois do óbito. E é legal saber que você sempre terá companhia para ir a museus ou bater perna pela cidade.

Como tudo na vida, as vantagens de ser solteira dependem muito do ponto de vista. O ângulo e a luz sob os quais você vê as coisas interferem completamente a sua percepção de realidade. Você está, sim, sozinho e é legal e é triste estar por conta própria. Ainda assim, a gente não deveria temer a solidão, mas a incapacidade de estar só.

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