
Mais uma vez São Paulo, na desculpa de ter uma “gestão profissional”, volta a ser privatizada por uma minoria milionária e branca; liderada por homens que não gostam de “coisa de negro”, de “pobre”, de “favelado”, mas gostam de quadros da Bia Dória e dos livros dos amigos de Charles — ao contrário do escritor Mário de Andrade que era erudito, conhecia os clássicos, mas também frequentava os sambas da negra Tia Ciata e estudava o samba rural paulista.
Eu morro um pouquinho a cada ação que tem como meta fazer uma hashtag virar trending topic, a cada campanha que tenta manipular o público de forma negativa pra depois aparecer com uma solução patrocinada pela marca, a cada comercial de TV que roda no pré-roll do YouTube, a cada tentativa de fazer sarcasmo, "pois a zuera é a linguagem das redes" e, sem querer, soar idiota.