existem coisas que não sei como são ensinadas, mas que sempre são possíveis de serem aprendidas.

o tal do amor próprio é isso, saber que acima de tudo e todos, existe você. Se colocada essa frase em um ambiente corporativo, parece cruel, mas no mundo dos negócios do amor, lembrar que quando tudo terminar só vai sobrar você, é uma das formas de sobreviver às dores do amor, e elas sempre virão.

levar um fora, é algo como ser empurrado de um precipício onde você estava planejando pular de mãos dadas com alguém. E você cai lentamente, sem conseguir alcançar o chão, até que um baque te recebe, PÁ, a realidade muda novamente.

os boletos da casa agora são só seus, o pedido é para uma pessoa, a cama só está quente em um lado e a ideia de ir sozinha ao cinema pode ser o novo pequeno desafio da semana.

quando o amor acaba não é fácil, é estranho (como diz a canção), mas se eu pudesse te proteger de alguma forma disso tudo, diria para você aprender a se amar. E como é isso? eu não sei.

no meu primeiro término, eu achei seriamente que ia morrer. Foi com 18 anos, e agora estou indo para a casa dos 25, então sou prova-viva. Depois que eu percebi — grata por ter sido cedo — que não morreria após um término, que eu era maravilhosa demais para ficar achando que somente aquela pessoa me merecia, eu entendi que por mais que todos pudessem me abandonar, eu ainda me tinha.

e que sorte a minha, hein?

se ter, se querer, apostar em si, eles passarão, eu passarinho.

a receita do amor próprio nunca foi escrita, e certamente esse conceito é inventado para que de alguma forma a gente entenda que tudo passa pela nossa vida, e que pra que isso aconteça, ao menos temos que existir, estar e sermos nós, com toda a confiança que nos é merecida.