A ruiva voltou para a sala, completamente nua. Afastou minha dona e a beijou, sentindo o gosto do pau do namorado em outra boca, a mesma boca que ela também adorava beijar.

(Dois presentes)

Conto 4

Ilustração: Hugo Michels

Aquelas noites eram de uma beleza diferente. Porém, o tesão era o de sempre. Ele era extremamente interessante, tinha os cabelos preferidos da minha dona, daqueles que podiam ser puxados e, ao mesmo tempo, fazer carinho. Era muito inteligente e, como ela dizia, tinha um pau perfeito: grande, volumoso, delicioso de ver e provar. Ela, a namorada dele, era belíssima. Cabelos longos ondulados, seios delicados, olhos de um verde escuro, cor de mato, e ruiva da cabeça aos pés. Um casal que encantava e excitava só de olhar.

Havia música, e eles conversavam animadamente no sofá. Entre um gole e outro e muitas risadas, falavam dos livros publicados por ele, dos novos contos, do quanto ela estava apaixonada por fotografia e o quanto se divertiram nos pubs em Londres. Em um primeiro momento de silêncio, minha dona levantou e foi sentar no meio dos dois. Era nítido como se sentia à vontade se aninhando entre o casal. Eles sorriam, olharam-se, beberam mais um pouco.

Ele foi o primeiro a beijá-la, mas não na boca. Não, ele não gostava de ser tão direto assim. Levantou seus cabelos e sentiu seu perfume, para, em seguida, mordiscar seu pescoço com delicadeza. A ruiva, sim, tinha pressa nos seus desejos. Olhando para os dois, desceu a fina alça do vestido da minha dona e, com a língua, pelo outro lado do pescoço, chegou até os seus seios, lambendo, com tranquilidade, os bicos já duros.

A ruiva se deliciava com os seios fartos da minha dona, enquanto seu namorado acariciava sua boceta macia por cima da calcinha úmida. Ele levantou e tirou o casaco, a camisa, mas a calça, não- essa tarefa não era dele. A ruiva também levantou, beijou seu namorado e saiu da sala.

Minha dona a acompanhou com o olhar e, com a expressão deliciosamente sacana, sentou-se na beira do sofá, chamando-o para se aproximar. Ele ajoelhou e encostou seus lábios nos dela, tirando de uma vez o que restava do vestido, deixando-a só com uma minúscula calcinha preta. Nessa hora, eu me aproximei, indo para a poltrona lateral, onde eu pudesse observar com detalhes a satisfação em vê-la libertar aquele pau que ela tanto ansiava para ver durante longos dias.

Ele ficou em pé na sua frente. Ao abaixar a cueca, seu pau foi diretamente ao encontro da sua boca. Ela sorria encantada com a beleza que tinha em mãos. Lambia, sentia em seu rosto, o admirava. Chupou as bolas, uma por uma, molhava a cabeça do pau com saliva e passava em seus lábios, até pôr o pau dele quase que por inteiro em sua boca, enquanto ele entrelaçava os cabelos dela em suas mãos. Ele precisava a controlar, pois sabia que se deixasse, ela o faria gozar em sua boca ali, naquele momento.

A ruiva voltou para a sala, completamente nua. Afastou minha dona e a beijou, sentindo o gosto do pau do namorado em outra boca, a mesma boca que ela também adorava beijar. Inclinaram-se no sofá, e a ruiva sentou-se sobre ela, oferecendo seus lindos seios que pareciam ser feitos à mão. Minha dona chupava-os e passava os dedos na boceta da ruiva, enfiando levemente um dos deles.

Vendo aquelas duas mulheres inquietas e molhadas uma sobre a outra, ele ajoelhou-se na frente das duas e abriu as pernas da minha dona. Beijou suas coxas e começou a lamber em volta da sua boceta. Aquela ansiedade a deixava enlouquecida de tesão. Ele sabia disso e gostava de ver a tensão dela ao olhar para ele. Então, ele envolveu a boceta dela com a boca e começou a chupá-la rapidamente. A ruiva empinava a sua bunda para que o namorado chupasse seu cuzinho ao mesmo tempo. Foi o que ele fez.

As duas rebolavam e se esfregavam uma na outra, e eu já não sabia mais distinguir de quem eram os gemidos que ecoavam pela sala. Quando a ruiva gozou na boca dele, ela levantou e se acomodou ao lado da minha dona para, como eu, observar o que estava por vir.

Seu namorado pôs as pernas da minha dona em seus ombros, pegou seu pau e começou a passar por entre as suas coxas. Só de olhá-lo, minha dona parecia suplicar com o olhar para tê-lo dentro dela. Ela rebolava e gemia, mas ele não permitiria o seu gozo antes que ela chegasse ao seu limite, que ele conhecia muito bem.

Vendo os dois se provocando, a ruiva começou a se masturbar. Ela sabia que aquele momento ela não poderia interferir, pertencia somente aos dois. Ele debruçou sobre minha dona e a beijou calorosamente. Com as mãos em seu quadril, puxou-a ainda mais para perto dele, fazendo com que o seu pau entrasse de uma vez dentro dela, por inteiro. Ela cravou as unhas em seu punho e gemeu alto.

Seus corpos estavam colados, seus cabelos misturados e grudados um no outro. O calor que havia naquele pequeno espaço entre eles preenchia todo o ambiente. Com as mãos, ela apertava a bunda dele, e tremia a cada estocada forte que ele dava. A expressão dela era de dor, mas eu sabia que ela estava derretendo de prazer.

Ele olhava nos olhos dela e segurava com firmeza os seus cabelos, enquanto ela passava a língua nos lábios dele. Ele acelerou o ritmo e encostou sua boca no ouvido da minha dona, gemendo grosso e a mandando rebolar mais. Ela o abraçou forte fazendo com que ele ficasse cada vez mais perto e dentro dela. Até que os três gozaram juntos e por longos minutos. Minutos estes que minha dona sempre desejava que fossem horas. Nunca eram. E eles foram embora.

Com eles, não haviam surpresas. O presente que os dois deixavam poderia não ser valioso, mas era o único que a fazia gozar durante a madrugada inteira, vagando na intensa lembrança que aquelas noites sempre deixavam.

Em seu corpo, ficava grudado o gosto da saliva dos dois, do suor dela, o cheiro dele, as marcas de tesão deixadas por ambos. Daquelas noites, ela guardava o sabor e desejo de três corpos, em um só.


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