Algo novo, algo nosso

A cor dos seus olhos me confunde. Na rotina do dia a dia parece mel, já nas horas vagas parece verde. Eu prefiro a cor que vejo quando estou deitada no seu peito.

Adoro o seu nariz, pode parecer estranho, mas as linhas retas que o desenham chamam a minha atenção. Assim como o conjunto de expressões que se formam quando sorri.

Amo passar o tempo deslizando os dedos pelos seus cabelos, finos e macios nunca estão penteados, já me acostumei. É uma bagunça boa.

E por falar em bagunça, gosto de como as minhas coisas se misturam com as suas e se tornam nossas. Algumas roupas suas já deveriam ficar na minha parte do armário, mas continuo deixando no seu só pra ter o gostinho de passar por lá.

Gosto quando esquecemos um pouco da vida adulta e saímos dançando pela casa, não imagine nada emocionante, e sim aquela coreografia no melhor estilo vergonha alheia, afinal melhores amigos estão aí pra isso.

Diversas situações me trazem paz, uma delas é sentar no sofá ao seu lado, ouvindo música com o nosso incenso preferido perfumando a casa.

Coisa boa é perceber que a vida é uma eterna reconstrução. É preciso ter vontade de voltar no tempo para reencontrar sentimentos, ressignificar situações e aprender.

Espero que a gente nunca esqueça o que nos trouxe até aqui: algo novo, algo nosso.