A ânsia de vomitar as palavras me é constante. A dor dilacerante que me atravessa o peito, o buraco que se abre a cada menção, as fantasias perversas de vingança, que de fato não quero fazer, o desespero de ver tudo num rumo tão errado, a perda.

Queria entender porque dói tanto. Porque não passa. Porque me estremeço a cada pensamento deles.

Não quero pensar neles. Não quero. Não posso

Mas penso.

Meu cérebro me traí o tempo todo, a cada pequeno gatilho, e a cada pensamento, o buraco abre, e eu desabo, desesperadamente me agarrando na borda, alçando o corpo pra cima, fugindo do desespero, da dor, do fim.

Como fugir da minha própria armadilha?

Como fugir de mim mesma?

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Nanda Fernandes’s story.