agora são 2h50 como foi naquele dia que cê me viu acordada e levantou perguntando se tava tudo bem e eu não consegui dizer mas não queria dormir porque sabia que quando acordasse cê não estaria mais aqui porque foi dia mais bonito do mundo como todos os outros dias do mundo foram maravilhosos com você. não foi por causa do jeito que cê passa o café ou nem pelo jeito que cê tocava violão não foi nem pelo seu talento de se entregar às lágrimas enquanto corta cebola muito menos pela curva do seu sorriso quando cê não aguenta mais o choro e ri. nem por causa dos seus olhos cor de casa, e você não vê, mas eu estou partindo obrigada por não desistir de mim mesmo quando descobriu que debaixo da minha pele é só desespero mesmo quando todas as minhas crenças células hemoglobinas serotoninas e terminações nervosas haviam desistido. Esse é o último sinal que envio. O último sinal antes de mergulhar no espaço exterior.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Nanna’s story.