Dia oito.

Acordei com uma sensação de extremo vazio. Essa sensação vem acompanhada de uma agonia perturbadora.

Fazem só oito dias desde que eu decidi ir embora da sua vida. Tem dias que parece que não faz diferença e tem dias que parece que é um membro que falta. Vivo nessa montanha-russa quando se trata de você.

Quando precisamos nos ver (como foi ontem) por qualquer motivo que não seja pessoal, sinto sua perda ali. Você ao meu lado é mais ausente do que nos momentos em que não estamos tendo contato algum.

Tudo fica mais acentuado. O abismo entre a gente me deixa com vontade enorme de fugir. Me sinto uma completa estranha ao lado de outra estranha. Meus pensamentos começam a me perturbar com perguntas desnecessárias como “será que você sente ao menos um pouco de falta ?” “Será que você voltou com a sua ex?”, “Será que ao menos um pouco você gostou de mim?”. E sempre que essas perguntas aparecem, eu me recolho.

Estar ao teu lado acaba sendo como se tivesse recebendo uma facada bem lenta. Concluo que nada significou para você. Aliás, por que sentiria minha falta não é?

Um tempo antes de tudo acontecer já sentia você se afastando. Você criou um vinculo com outras pessoas e passava mais tempo com elas do que comigo. E quando estava com elas, demorava para responder. Cheguei a lhe convidar três vezes para ir ao cinema. Nas duas primeiras vezes tinha compromisso com essas pessoas (seus novos e melhores amigos). E na terceira vez você pareceu simplesmente nem fazer questão.

Quando você estava se sentindo sozinha em épocas mais conturbadas, você recorreu a mim. E lhe dei companhia e amizade. Quando você começou a formar outros vínculos, novamente senti você se afastando.

E eu fui ficando.

Você deve estar quase voltando para sua ex. É a pessoa que você ama. Está com seus melhores amigos lhe dando apoio. Então por que sentiria minha falta, não é mesmo?

E eu ainda escrevo sobre você.

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