Nunca.

A palavra nunca como certeza.

Talvez no fundo, beeem no fundo, eu ainda ache que ela possa me amar. Talvez eu tenha essa esperança bem boba que com o tempo ela note que eu seja a tal pessoa que ela tanto deseja que apareça na vida dela. Talvez por isso e não além disso, eu permaneça até agora ao lado desta moça e continue me encantando com os mesmos detalhes que já sei decorado.

Ah, mas eu também concordo que isso é uma armadilha e das perigosas. Foi por externar essas probabilidades, pequenas mas existentes, que esse ano se tornou entre tantos outros fatores, um peso enorme. Pois, como já falei sobre aprender a não esperar , eu ainda não sei como fazer isso. Talvez por querer ser realmente vista por ela como alguém que possa fazê-la feliz, que criei as minhas próprias frustrações que como consequência só me fez colaborar com os motivos para meus choros noturnos e o meu sentimento de solidão não permitida.

No final das contas, o fato dela me procurar depois de dias para dizer que sentia minha falta, eu atribuí para uma ínfima esperança que essa falta seja da minha pessoa, como companhia, como alguém que ela poderia contar muito mais além de amiga. Mas sabemos, não é. E nunca vai ser. Apesar da palavra nunca ser muito forte, a utilizo como certeza nesse caso.

Mas eu sei, é bobeira. Como já pensei incontáveis vezes, se isso não aconteceu nesses três anos, não vai ser agora. Externando esse meu sentimento neste momento me sinto até, digamos, patética. Mas eu não imploro por atenção e nem por carinho. Não insisto mas desisti milhares de vezes. Desistir exatamente do quê? Eu também me pergunto.

Por enquanto, vou tentando matar esse sentimento bem no fundo. Tentando. Sempre tentando.

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