O que eu aprendi em 2016.

Estamos no último mês do ano. Dezembro. Gosto bastante desse mês por seu clima festivo e até uma renovação na esperança que o próximo vá ser melhor. Faz muito tempo em que não faço promessas do tipo “vou fazer isso, vou fazer aquilo”. Chego no último dia do ano, em seus últimos minutos e apenas agradeço e torço para que o ano que está chegando traga mais momentos bons. Porque alias, de alguma forma fica o aprendizado do que deu certo e principalmente do que deu errado.

Esse ano especificamente, eu teria que puxar uma cadeira e como naquela brincadeira de internet, dizer rapaaaaz. Respirar fundo e me sentir aliviada. 2016 particularmente foi um ano de pressão. Eu me pressionei bastante. Estava terminando minha graduação então teria logo que pensar nos meus próximos passos. O que fazer depois disso? Desde meu segundo ano de curso eu já havia traçado meus planos, mas a expectativa daquilo já precisar entrar em execução era algo que não sabia como eu iria lidar. E a lição que tiro nesse ano é de não precisar me cobrar tanto como eu fiz. O quanto de pressão coloquei em mim mesma que tornou tudo mais pesado e sério.

2016 também foi o ano que tive que aprender que a maioria das pessoas na nossa vida não aparecem para ficar, mas para fazer uma participação especial porque logo por um motivo ou outro elas vão partir. E é preciso aproveitar cada momento que elas estão por perto. E pela primeira vez, eu soube aproveitar.

Esse ano me fez perceber que por mais que eu goste de alguém, eu preciso sempre pensar primeiro em mim. Ser um pouco mais egoísta e não aceitar nada menos do que eu acho que mereço quando se trata de relacionamento afetivo. Se estou me doando, me dedicando, dando meu melhor para fazer dar certo, então só posso querer o mesmo de volta da outra pessoa. Não me contentar com migalhas de atenção e carinho.

Outra lição que fica é de sempre deixar claro meus sentimentos. Nunca mais esconder por tanto tempo, nem de mim e nem das pessoas que estão envolvidas. Porque algum dia, como diz Chico Buarque, por descuido ou poesia alguém goste de ficar.

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