A cultura de aprendizado contínuo é o futuro

Confira como foi o IBEX 2018 — Lifelong Learning — O futuro do Aprendizado e Crescimento para a Vida

Uma experiência inspiradora e especialmente leve! Eventos, em geral, dos mais tradicionais aos mais inovadores, sempre trazem um excesso de informações, que nos deixa exaustos ao fim do dia. No IBEX 2018, foi bem diferente disso, com um excelente balanço entre conteúdo, interações, intervalos para exercitar a conversa e momentos de prática.

O evento teve como objetivo “lançar tendências e inspirar novas soluções para o futuro do desenvolvimento humano” (site do evento). Se tem algo que podemos vislumbrar neste futuro é o aumento da nossa capacidade de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos para promover mais qualidade de vida em equilíbrio com o meio em que vivemos.

“Temos que diferenciar agilidade de pressa”, diz Celso Braga (sócio diretor do grupo Bridge)

Em um ambiente mutante, hora plateia, hora rodas de conversa, hora debate, pudemos interagir, nos conhecer e participar todo o tempo. Em uma vivência, o público foi convidado a observar vídeos sobre o futuro da tecnologia e seus impactos nas empresas, na educação e outros.

Os insights foram apresentados pelos participantes em “post-its” expostos em tótens. Muitos comentários se mostraram positivos às novas tecnologias, que trazem mais inovação e agilidade, mas também, houve algumas preocupações, tais como:

“será que estamos nos educando para um mundo mais automatizado?”
“Como as questões éticas e morais estão sendo trabalhadas para discernir entre o que irá trazer mais equilíbrio do que irá gerar impactos negativos ao meio ambiente ou a qualidade das relações sociais?”

Sobre Lifelong Learning, tema do evento, Celso Braga apontou os seguintes pontos como os três principais desafios: gerar alegria pelo compartilhar e aprender, já que com tantas informações pode ser um sofrimento dar conta de tudo, então levar a vida com leveza e focar no que é preciso aprender em cada momento, pode ser um alívio e uma alegria. Criar ambientes favoráveis ao aprendizado contínuo, pois com tanta tecnologia já aliada ao desenvolvimento dos métodos de aprendizagem, pensar no design do ambiente e em metodologias inovadoras é poderoso para que os alunos se desenvolvam. Por fim, o terceiro desafio seria: a curiosidade pelo “não sei”, sair da acomodação, deixar o novo vir para que se some ou ressignifique nossos aprendizados.

Marina Kuzuyabu (Editora da revista Ensino Superior) trouxe uma questão interessante sobre como o conhecimento está volátil, em constante transição. Ela diz que em Stanford, por exemplo, já possibilitam que se termine a faculdade quando se queira, há também os “micro-mestrados”, com possibilidade de realizar 25% do total da carga de um mestrado comum, conforme a necessidade do profissional. Outro dado interessante é a importância do presencial, Marina diz que muitos cursos on-line não são concluídos, possivelmente por não terem a mesma qualidade de interação dos presenciais, os quais possuem uma taxa de conclusão de curso maior em comparação com o outro.

Assim, é muito importante se dar conta, desde já, que o aprendizado será uma constante em nossas vidas, não teremos somente uma carreira ou especialidade, o conhecimento muda todos os dias e vai mudar cada dia mais rápido e as novas relações com o trabalho do futuro pedirão essa nova postura do aprendizado contínuo.