Quando "Latino-Americano" vira uma etnia

Hoje no trabalho, encontro pela primeira vez uma nova colega professora de inglês. Ela mesma, nascida na Mongólia e criada nos EUA, uma minoria étnica tanto em seu país quanto aqui na China.

Após um tempo de conversa, percebo que não fomos formalmente apresentadas.

— Ah, nós ainda não tínhamos nos encontrado antes! — , digo.

— Verdade! Prazer, meu nome é Fulana.

— O meu é Tati.

— Como?

— Ta-ti. Apelido de Tatiana. — , digo, já acostumada a repetir meu nome.

— Ah… De onde você é?

— Do Brasil.

Ela, então, muito surpresa:

— Nossa! Eu achei que você fosse branca!