Com a minha faca e a minha nau
Apolo e Dionísio um dia saem à beber. O segundo enche o copo, como sugere o impeto. Se olham, disfarçam, trocam sorrisos discretos, mas não há espaço para sentimento de apreço entre o vácuo dos centímetros e diferenças que os separam.
Às vezes eu me escondo. E choro. Como se não houvesse amanhã. E antes dele chegar, eu disfarço, dissimulo, desminto. Isso tudo sem ser reconhecido, num riso cínico que mataria o palhaço de fome.
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Já que daqui
não me escuto,
gritarei rouco
escrevo em sofrer,
duas parcelas:
É complicado saber, de forma precisa, o significado de um verbo transitivo direto e pronominal.