a favor dos términos

Eu tenho a característica singular de ficar imensamente feliz quando minhas amigas terminam relacionamentos. Aos que não me conhecem, devo passar a impressão de ser deveras insensível, mas não se trata disso. Na verdade, sou sensível até mais do que gostaria de ser; o ponto é que não torço por namoros que não estão dando certo.

Quando se pensa em terminar, é porque há algum problema. Ninguém acorda em uma manhã bucólica de sábado pensando “que belo dia para terminar meu relacionamento e ter intermináveis crises de choro”. Se ao perceber que as coisas estão ruins e há conversas, discussões, brigas e nada acontece, nada muda, para quê continuar insistindo?

É preciso ter maturidade e coragem para pôr fim a um relacionamento que não anda bem das pernas, ainda mais sabendo que vai sentir falta daquilo. Do carinho, dos bons momentos, da companhia, de ter aquela pessoa para conversar sobre os assuntos mais banais, das mensagens de bom dia e boa noite no whatsapp. A saudade é natural, é fato, faz parte do processo do pós-término, mas acredite: não é o fim do mundo.

Sempre digo para as pessoas ao meu redor em relacionamentos complicados: coloque-se em primeiro lugar. Dane-se que sua família não ficará feliz, que vocês têm um relacionamento de longa data, que já estão com planos para o futuro. Nada disso importa: o que deve ser colocado como prioridade é você. Ame-se acima de tudo, a ponto de correr de relações que não te levam a lugar algum. Há coisas muito melhores por aí – inclusive ficar solteira.

A single golf clap? Or a long standing ovation?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.