Conexão

Eu olho o telefone o tempo inteiro, impaciente, esperando o seu “oi” que nunca vem. Guardo, respiro, 1, 2, 3, conto. Olho novamente na esperança de algo novo. 0 novas mensagens.

Me ocorre o impulso de iniciar a conversa. Te encontro nos meu contatos, faço a menção de correr os dedos pela tela, mas não escrevo. Não me atrevo. Eu já o fiz por vezes demais, agora é a sua vez. Ou deveria ser. Mas você não poderia se importar menos.

Eu visualizo o seu status online com um misto de amargura e culpa. O que eu teria feito de errado para receber tanta indiferença? Por que o seu comportamento teria mudado tão abruptamente? Minha mente mirabolante monta todos os cenários possíveis, assumindo que o culpado sou eu.

A questão é que, agora, tudo acontece rápido demais. Quando me dou conta, passou. As coisas têm começo, meio e fim, sem ter um fim, e a sensação que fica é esse imenso vazio, que eu preencho com o que poderíamos ter sido e você não se permitiu tentar.

Agora, você é só uma memória que eu quero esquecer.

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