… relata de modo sensível. Eu, particularmente, me senti muito envolvida pelo que a autora chama de “anos perdidos”, a fase dos vinte e poucos anos na qual ela se viu sem rumo, transitando por uma série de experiências desagradáveis e possivelmente desnecessárias, mas que, ainda assim, são uma parte importante de sua trajetória.
… E agora estou optando por não continuar em silêncio. Estou traçando a história do meu corpo, desde quando eu era uma menina despreocupada e jovem, que podia confiar no próprio corpo e que se sentia segura nele, até o momento em que essa segurança foi destruída, até as conseqüências que continuam, mesmo enquanto tento desfazer tudo o que me foi feito”.