Na aldeia do choro coletivo
Jul 10, 2017 · 1 min read
Hoje choro por todos aqueles
Que se esforçaram pelo glossário do melhor
E fatalmente fraquejaram
O que quiseram dizer
E o que foi dito em contratempo
O que preferiam ter feito
E o que se desfez de modo inevitável
O que sustentaram a custo de tentar
E o que se liquefez de imediato
No sucessivo do tempo,
Maleável, sem duração,
Rompidos no cerne,
Lançados ao inominável,
E o corpo-adaptativo
Conformado
Por compreender
Que não se atravessam
Paredes que são impenetráveis.
Nossa herança foi o peso dessa vida miserável
Adquirindo couraça
Numa sentença irredutível
E incontestável.
(…)
[08.07.17]