FEBRE DO RATO

Ao longo dos dias percebemos uma grande onda crescente do discurso de ódio. Pessoas queridas e familiares tomando decisões com base no fanatismo e emoção, rifando a opção de se viver em uma democracia para viver em um regime autoritário. Tivemos uma dúzia de opções, mas a fissura só enxerga duas.

Nessas eleições votar em Haddad não é questão de ser petista, e sim ser contrário à um candidato sem preparo algum para o cargo da presidência. Pouco sabe sobre economia, o mesmo em entrevistas alegou que não precisa saber sobre, e sim quem ele indicar. Mas e em seu plano de governo, suas propostas sobre economia, ele não sabe ? Não conhece seu próprio plano de governo econômico?

Durante essas eleições, surge a guerra das notícias falsas, em que bolsonaro è investigado pela compra de disparos em massa, as famosas “fake news” contra o PT (partido dos trabalhadores) no WhatsApp por empresas. Ele é acusado de abuso de poder e pode ter a candidatura impugnada. Segundo a jurisprudência, mesmo que não tenha sido ele ou a campanha responsável por tais atos, sua candidatura pode responder por ilícito.

Bolsonaro muitas vezes utiliza da religião para se beneficiar politicamente, e alienar a população, como em uma de suas famosas frases “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”; no qual ao meu ver, sua fé cristã è muito mais eleitoreira de que genuína. Não podemos nos esquecer que o Estado È laico, e que nenhuma religião deve ser imposta, e todas respeitadas.

As ofensas às minorias se faz presente durante toda sua candidatura, frases violentas, ofendendo minorias e deslegitimando movimentos sociais, que são uma forma legítima na luta pela busca de preservar e garantir direitos para todos.

Em sua carreira como deputado no seu antigo partido PP (partido progressista) em que segundo dados do TSE (Tribunal superior eleitoral) teve 26 políticos cassados, e na lei da ficha-limpa, 30 foram barrados. Durante seus 27 anos atuando, teve apenas 2 projetos aprovados. Será que depois de tanto tempo no PP, Bolsonaro não foi conivente com algum tipo de corrupção? Ou seja, se depois de tanto tempo como deputado não fez nada de relevante em sua carreira, ele não pode ser encarado como salvação de alguma coisa.

Portanto, se baseando em suas próprias atitudes e falas, Bolsonaro pode ser considerado um neofascista disfarçado de conservador e defensor dos bons costumes; oportunista, Salvador da pátria, que prega por “soluções fáceis” e se aproveita da atual crise política do país e do eleitorado mais conversador da sociedade.

Não podemos julgar todos seus eleitores como ele, grande parte faz o voto útil pelo antipetismo. Podemos compreender a indignação pela corrupção, porém deve-se lembrar que ela não parte de apenas um partido. Dizer que a culpa do atual cenário corrupto è culpa de um único partido se trata de um analfabetismo político, que precisa ser superado. O que favorece muito bolsonaro, pois o entendimento sobre nossas leis e nosso sistema político, è a melhor arma contra o sistema.

Não podemos colocar em risco todos nossos direitos já conquistados, com ele no poder ocorrerá um grande retrocesso, não só economicamente mas também humanamente, pois a pior crise começa com a perda da humanidade.

As falas de Bolsonaro legitimam outras pessoas a agirem com violência, como exemplo as inúmeras ocorrências de agressões feitas por seus apoiadores contra opositores de seu candidato. O preconceito sempre existiu, mas as pessoas não se sentiam tao livres quanto agora para falar e demonstrar seus monstros internos e falta de empatia.

Cada um escolhe sua forma de protestar, porém o que não vale é se utilizar da violencia para defender seu ponto de vista. Estamos destruindo nosso país com esse ódio. Violencia se combate com educação, políticas públicas, saúde e qualidade de vida para todos e não para apenas para os mais ricos e privilegiados da sociedade.