Natalia
Natalia
Sep 9, 2018 · 2 min read

Ilusões e fantasias cotidianas: As Relações

Quem nunca desejou um amor que pudesse chamar de seu?!

Quem nunca desejou dividir cantorias, alegrias e conquistas?!

O tempo todo buscamos alguém que pudesse nos fazer sorrir nas horas mais doídas, que pudesse ser inspiração para o dia a dia. Vide a proliferação de app de paqueras. Ainda que muitos só queiram curtição e diversão isso nada mais é a escolha de ter um outrem, que possa se fazer presente de alguma maneira em nossa vida.


As nossas escolhas, muitas vezes, são pautadas por identificações. Traços de personalidade, maneira de se portar frente ao mundo e até mesmo a posição política, social e bancária. Estes, são um dos viéses que perpassam as escolhas de pares amorosos por aí.

A causalidade dos encontros pode resultar em laços duradouros ou apenas ser igual a passagem de um cometa. Em tempos de amores líquidos, quem consegue resistir ou suportar a fluidez e superficialidade das relações, soube lidar bem com a pós modernidade nos relacionamentos.

Quase que sempre, vira e mexe, a gente escuta uma certa recusa ou medo por envolvimentos. Medo este, atrelado a experiências ruins. Como, o que um dia foi fruto de vivências amorosas, agradáveis e prazerosas pode, de um dia pro outro, tornar escuridão e abalar todo um convívio?!

Se tivéssemos regras, se tivéssemos receitas, ou a resposta sobre como envolver de maneira que dê 100% certo, talvez encontraríamos a felicidade. Mas, sabemos, que a felicidade é uma ilusão, ao meu ver, o que existe são momentos felizes.

Juras de amor eterno, de fidelidade eterna, é quase como construir um telhado de vidro e pisar em cascas de ovos.

Na fantasia e idealização do amor ideal, criamos ilusões de si mesmo e do outro. Ao esbarrar no vazio, muitas vezes incognoscível, o conflito se estabelece. Assim como nos mitos Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, o amor em sua maior finalidade e totalidade é a significação maior do não encontro e a não vivência. Tristão e Isolda, Romeu e Julieta continuam sendo amantes..

Talvez alguns podem encarar esta minha visão, como um viés pessimista sobre as vivências amorosas.

Mas o que eu tô querendo dizer é que, se conseguíssemos desfazer um pouco que seja, do ideal de amor romântico e cada um, à sua maneira, compreender de que forma nos encaixamos nos pares que nós estabelecemos, isso pode ser um caminho plausível para relações sadias.

Às, vezes, para uns, aquilo que cai, aquilo que desmorona, é um caminho para estreitar os laços, deixar as idealizações cair e ver o que é real pode ser indícios de um não rompimento.
Basta entender até onde damos conta de ir.

As ilusões e fantasias são cotidianas, cabe a nós reconhecê-las e da-las um destino sadio. Um Exercício diário.

Natalia

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Natalia

Sou uma pessoa curiosa. Eterna caçadora de si. É vivendo que aprende e apreende.

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