We Don’t Talk Anymore

Natália Tury
Nov 5 · 2 min read

Ainda não acredito ou talvez só não queria acreditar que nós não nos falamos mais. É estranho que começamos com “It’s a Fluke” e agora, escuto “We Don’t Talk Anymore” no som do carro. É engraçado porque seu celular ainda tá na lista de favoritos do bluetooth; é engraçado porque a última vez que vi sua mãe ela falou seu nome e meu coração acelerou; é engraçado porque seu aniversário tá chegando mas isso nem é mais uma pauta pra gente. Essa noite me perguntei tanto quando foi que paramos de rir um com o outro e um do outro…

“Essa Eu Fiz Pro Nosso Amor” foi quando conheci a música do Jão — já que hoje não faz mais sentido ouvir o Phill, porque o som dele parece que faz parte da gente e não acho justo ouvir sozinha. Cê sabe o quanto tem doído não ouvir essas músicas e descobrir novas? Por que ninguém conta que o fim de um amor nunca é um fim? O sentimento não vai embora, mas a gente vai.
É que eu sinto uma falta danada dessas coisas. Mas olha, tudo que foi nosso e da nossa história, tá muito bem guardado com todo amor e carinho. A pena é que tá guardado.

É estranho essa coisa de se relacionar com alguém, no início é tudo à la Pequeno Príncipe em que “se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade!” e a gente não se larga mais. Por que não se falar mais é o que mais faz sentido? Por que é que quando passo perto da sua casa te procuro pela calçada? Por que é que o óculos de um estranho parece com o teu mais que o normal?

Espero que você esteja bem.

    Natália Tury

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    “Let us read, and let us dance; these two amusements will never do any harm to the world.” — Voltaire.