Quase 26
E o que continua não tão igual
Aparência, status e outras drogas

Esqueci mais da metade do francês que eu sabia. A preocupação com a fama de fresca vem desaparecendo aos poucos. A vaidade diminuiu, ou pelo contrário, me amo demais pra me enfeitar e esconder tanto em meio à escova e maquiagem por mais maravilhoso que seja. A preguiça de academia e a CNH na geladeira ainda estão vigentes, projetos que estão no papel desde os 21. Ainda falta passar o creminho antirrugas, mas talvez eu não ligue tanto pra nada disso. Fui ao médico após um tempão precisando ir.
Quem vai e quem fica

Não perdi nenhum amigo, o que configura um milagre. Pelo contrário, até ressurgiram alguns, mas os poucos de sempre estão por aqui. Me protegi bastante. Defendi a mim e aos meus como uma leoa. Sumi do twitter por preguiça, porque ficou chato e porque ano que vem vai ser pior graças a eleição presidencial, o que pode configurar tretas demais e estou com preguiça de viver isso.
E por falar em ano que vem…

Quero vencer o bolão da firma da Copa do Mundo ou estar de férias. Quero ter dinheirinho suficiente pra morar sozinha, pois atrasei nesse projeto também. Continuo escrevendo resoluções comparativas de ano em ano. E também escrevendo uns 500 blocos de notas.
Olhar o outro e se reconhecer

Defendo muito mais as mulheres e parei de julgá-las. Estou amando a tal da sororidade e me redescobri muito através dela esse ano. Briguei por nós, tomei atitudes. Repensei sobre mim. Evoluí muito nesse ponto. Infelizmente, não fiz o mesmo com minha mãe, a maior mulher da minha vida. Esse amo impliquei com ela justamente por ter notado coisas que não havia feito antes: discursos ultrapassados e alguns pensamentos retrógrados, mas tenho tentado não crucificá-la por coisas tão enraizadas. Propor o debate não pode ser impor sua vontade, então estou (tentando ficar) mais tranquila. E ainda sobre se reconhecer: esse ano também assisti bastante novela.
Eu já falei tanto do amor

Já falei tanto desse assunto que pode vir olho-gordo. Mas vocês já devem saber.
No fim das contas

Eu sou só aquela de sempre, que vive escrevendo uns textos, andando, cantando baixinho, falando sozinha em voz alta, mergulhando, contestando, tocando, procurando, dormindo, contemplando, reclamando, ouvindo, afastando e atraindo.
Imagens: instagram @javicalleja
