
Naquele momento
Não se tratava somente de oito pessoas
Jovens e bonitas
Viajando
Se tratava, para mim
De coisas que, talvez, demorarei anos para entender
A complexidade do universo
E da minha cabeça
A beleza do céu
E dos encontros
As sutilezas que me fazem aprender
Os silêncios compartilhados
Os momentos em que eu não sou legal comigo
O quanto eu deixo minha imaginação voar
O quanto eu mereço ser uma boa companhia
Para mim mesma
E que isso é coisa que preciso
Urgentemente aprender
Me conectar comigo
E não me afastar de mim
E barrar as situações
Que minha cabeça inventa
Para me dizer
Que eu não sou digna de coisas que
Eu ainda julgo ser merecedora
E o quanto significa
Eu me ausentar de qualquer coisa
Que não envolva a minha felicidade
Eu só preciso de mim
Me conformar comigo
E me amar
Ser gentil com esse corpo que me carrega
Por vinte e oito anos
Ainda que a minha mente
Insista em me sabotar
A beleza das quinze — ou mais — estrelas cadentes
As quais não quis fazer pedido nenhum
A quietude de me deitar e olhar para a Lua
Em meio a tanta gente falando tantas coisas
A coragem em meio a tantos bichos
O medo em meio aos imprevistos
O me desequilibrar e não cair
Tem tanta coisa sobre isso
Vou demorar a entender
Ou talvez eu nunca entenda
