geometria não-euclidiana

Desculpe o atraso, de novo. É que os últimos dias têm sido difíceis, sabe? Tenho subido, semanalmente, uma mesma ladeira íngreme e torço sempre para que a chuva não me pegue no caminho. Hoje, especialmente, encontrei duas baratas que andavam bem vivas entre as pedras no chão, uma cama desfeita e o único sonho de consumo que tive aos 18, um Jeep branco.

Tenho pensado imensamente em nós duas. E nos entraves que passamos nas últimas semanas. Desde então contemplei menos as coisas, sabia? Andei distraída pelos apartamentos e copos e esses olhos míopes miraram, insistentemente, o avesso do universo.

Fiz descobertas sobre a geometria fractal dos romances pós-qualquer coisa e, veja bem, há milhares de centelhas nas novíssimas estruturas que aparecem entre nós.

Nas terras do Norte, de além-mar, os místicos de Campilho afirmam sensivelmente que são poucas as coisas que cessam por completo, que o movimento é orgânico como a dança conjunta dos peixes nos rios dessa cidade. Tendo a acreditar que sim, afinal de contas, entre quinas escuras, despertamos ainda nesse canto onírico do mundo, não é verdade?