fui embora, de novo

depois do nosso breve encontro, ou melhor, diria, desencontro, eu decidi uma coisa; eu preciso passar um tempo sozinha. vivo com uma mentalidade para o amor de uma época que não mais se encaixa nesse século, por um momento, até pensei e acreditei que você pensasse da mesma forma que eu, mas estive errada. na verdade, quantas outras mentiras você contou para mim? descobri tantas que me perdi em meio a elas. a parte chata é a de que não sei o que foi real e o que não passava de ilusão. a parte difícil é lembrar que mergulhei tanto numa pessoa tão rasa quanto todas as outras. eu achei que você era diferente. mas enfim, esse texto, finalmente, não é para você. decidi passar um tempo comigo mesma para me conhecer antes de entrar na próxima aventura. é que eu vivo ansiando encontrar o amor da minha vida e acho que enquanto eu fizer isso, eu não vou conseguir. a verdade é que eu não ouço meus amigos, engulo orgulho, fecho os olhos para tantos defeitos e acabo me afogando ao acreditar que não fariam comigo o que eu jamais faria com eles. mas as pessoas, ah, as pessoas, elas enganam. ou melhor, você me engana. eu não sei se você inventou toda aquela história de que sempre foi trouxa ou você apenas resolveu testar como é fazer alguém disso comigo. eu prefiro acreditar que você inventou {mais algo}. dói menos. eu estou perdendo de novo o foco do texto, que seria eu, mas desculpa a quem ta lendo, eu não estou muito ajustada agora. eu só queria mostrar em outras palavras que em minha mente, eu encontrei um menino que era perfeito; tínhamos mil e uma coincidências, uma sintonia incrível desde o primeiro encontro, nossos beijos se encaixavam e eu gostava dele da cabeça ao pé. até que ele mudou. da água pro vinho, diriam. ele não era mais fofo comigo, eu aparentava ser mais uma. terminamos. chorei. voltamos. e subitamente fui embora, novamente, porque a quantidade de mentiras que ele contava já era quase igual a dorzinha que sinto no peito. eu me sinto um lixo. eu me sinto imunda. quem me conhece bem sabe. e talvez nem saibam. mas eu sei o que eu estou sentindo. não tenho mais muito a escrever, desculpa de novo, me perdi nas lágrimas.

    Nathália T. Fontes

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    toda vez tenho que me derramar em linhas quando a vida me transborda