o último sobre você

é uma manhã de domingo e eu acordei de ressaca e sozinha em casa. sim, meus pais estão viajando. eu acordei angustiada, mas tabém não entendi porque. fui até a cozinha e coloquei The Killers no último volume enquanto preparava meu café. está chovendo e isso ajudou a me afundar mais ainda. eu lembrei de cada momento e palavra que você disse, e eu realmente não sei se estou mais triste ou com raiva. raiva porque enquanto eu sabia onde você estava enquanto “dormia” e não falava nada para não parecer maluca e estragar tudo. raiva por ser assim; por ter gostado tanto de você; por sempre tentar dar o meu melhor enquanto você me fazia sentir culpada com tanto drama que fazia, até sem querer, e eu acreditei que era apenas uma fase e tudo ia voltar ao normal, ao começo. à quando você parecia ser a pessoa perfeita. enfim, nesse texto, aliás, o último sobre você, eu só queria que apesar de todo o meu amor ou sei lá o que senti {e sinto} espero que você nunca mais volte. de todos os caras, digo, babacas que passaram por mim, você foi de longe o pior deles. ninguém nunca mentiu tanto, me iludiu tanto e foi embora tão rápido quanto chegou. eu só queria que você tivesse ficado, feito valer a pena, tivesse dado mais tempo para nós dois e menos desculpas. mas obrigada por ter me ouvido cantar minhas múdicas preferidas ao seu lado e por ter feito sentir mais {ainda} medo de amar de novo. vai.

    Nathália T. Fontes

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    toda vez tenho que me derramar em linhas quando a vida me transborda