Cá no meu mato, agora, 18h29, só os grilos; de som humano, Nawang Khechog e suas flautas rolando lindamente ao fundo - ouvia esse mesmo som em Natal e no Cipó, de forma que nem é raro eu me sentir nesses lugares de ved em quando. Emendando com um bom incenso então, lascou. Teletransporte, pena que dura pouco.
OM MANI PADME HUM é o que ecoa por aqui nesse exato instante. Digito no celular pra ficar mais fácil de publicar com as últimas gotinhas do bendito pacote de dados, pré-pago e bem menorzinho do que eu gostaria mas a míngua está quase no fim. O Universo lembra de mim, tem hora. A ver cenas dos próximos capítulos.
Pra botar esse sossego abaixo, há duas coisas eficientes: uma ventania daquelas ou algum barulho estranho no mato. Aliás, ando vendo que há horas em que o silêncio "absoluto" (o relógio nunca cala, nem os insetos) é a melhor pedida. Nesse ponto deve haver gente me achando uma bicho grilo, mas vocês talvez não tenham ideia (alguns sim, creio) do quanto as cidades nos contaminam com incontáveis distrações, do tipo mais normal ao mais duvidoso. Não importa.
Morando longe do asfalto, notei isso. Há que se fazer um esforço para manter a cabeça fora d’água.
Apenas reflexões, sem julgar a vida de ninguém, mesmo!
Penso em como estaria minha humilde vidinha caso eu tivesse aceitado o convite do primo famoso e estivesse morando em plena São Paulo a uma hora dessas: segundona, 18h46. Fervo define?
Pior que não tenho nem como ver na TV a quantas anda o mundo. Coisa doida. Estar no mundo e não saber dele.