Só eu, longe do teuPor azar da minha eloquênciaOnde um dia sem alarde desapareceuApesar da constante frequência
Confissão de bêbadoUma palavra inocenteChuva melancólicaLobo solitário
Sombra que te devoraOlhos arregaladosO meu raio de solA cor prata que ilumina as nuvens
Envolvido entre reações e oposiçõesPelo sentimento único e inédito De dois lados que me levam À desconhecida lástima De reconhecer que não sou quem souE de me encher com incertezasDesses amores que não aceitamos
Estive com medo do futuroPensava em ter netosNão consigo me concentrar no escuro Estive inquieto
Senti tremoresNão eram de alegriaNem de emoção ou de amoresEram da dor e da sangria
Aos poucos eu adoeçoE esqueçoNessas memórias que eu me apegoE desapego
Se sem afetoEu me emprestoNão me julgo como talSeja o bem ou o mal