Relatos de uma ansiedade

É um sentimento novo, uma explosão de machucados saltitando pelo ar.

Nunca disse que o novo tem de ser bom ou que o velho tem de ser bom, isso nunca foi uma regra. Ainda bem.

Me dói pensar que eu não era assim e que no começo de tudo, eu era quem tinha a certeza, que me mantinha forte e completa. Eu sabia o quão especial eu era, o quão amada eu era, o quanto eu era.

Meu coração se dilacera – eu sinto ele se partir em pedaços – enquanto eu penso. O ato de pensar faz com que meu coração e minha mente dêem passeios enormes pelo meu corpo, me trazendo essa tal explosão de sentimentos. E eu penso…

Eu penso sobre o quanto eu tenho medo, penso sobre meu medo de perder aquilo que eu tenho e amo tanto. Penso em quantas vezes minha cabeça me diz que nada é como era antes e a verdade é que ela mente pra mim. Minha cabeça me conta histórias de terror sobre o meu eu e me deixa fantasiando o quanto isso pode ser real. Penso o quanto eu amo e o quanto todas as ideias me deixam com medo e o quanto eu preciso daquele que me mantém, penso tanto sobre aquele que apenas o pensamento de algum dia não ter mais enfia-me num buraco escuro e peçonhento, tal lugar que eu morro de medo e anseio sair o mais rápido possível. Mas quando estou nesse lugar e tu me olhas, eu saio de lá e peço aos céus pra nunca mais voltar e peço para fazer teu abraço de morada… de onde eu nunca quero sair.

Enquanto meu corpo se estraga e vai pouco a pouco virando pó, eu vou me encontrando por ai – à passos largos e lentos, não mentirei – com a certeza de que eu conseguirei colocar tudo em ordem.

Mas e se…?

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.