Memórias

(in)constante
Aug 22, 2017 · 2 min read

De repente a gente olha uma foto, um perfil do Facebook, cruza com alguém na rua e aquele rosto parece familiar. De onde será que conheço? Que histórias vivemos juntos? Quando foi a última vez que nos falamos? O cérebro se esforça, mas são informações muito distantes, guardadas lá no fundo do baú das recordações.

Depois que um amigo me apresentou ao vício que atende pelo nome de Luan Santana, passo boas horas do dia ouvindo o sertanejo. E são sempre as mesmas 3 músicas. Uma delas, Te esperando, fala sobre as possibilidades de distanciamento do casal (que ainda nem existe) pelos rumos diferentes que a vida nos leva. Sempre que chegava nessa parte aí eu pensava: que absurdo! Como assim ela quase esqueceu do cara mó legal?!

Um dia vai sentar numa cadeira de balanço
Vai lembrar do tempo em que tinha vinte anos
Vai lembrar de mim e se perguntar
Por onde esse cara deve estar?

Mas a vida, meus caros, ele não tá para brincadeira! Sabe aquela menina incrível que tu conheceu num hostel, ou o pessoal massa do intercâmbio. E aquele vizinho super gente boa?

Pode parecer cruel, mas a velocidade com que nos conectamos pode ser a mesma com que nos distanciamos dos outros. E o tal do esquecimento chega silencioso. Ele joga sujo. Não fica assim na sua cara, assim de forma óbvia. É numa mensagem quase enviada alí, um vamos marcar aqui, uma ausência na festa de aniversário…. E num piscar de olhos vocês se vêem em pontos tão longe da estrada que não tem mais como voltar.

O que você faz pra que as pessoas incríveis da sua vida não virem apenas lembranças?

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