Acho curiosa a reação das pessoas quando a gente envolve amor no meio de algo que poderia ir pra frente. Ou não. Existem lá um milhão de possibilidades quando se trata de duas pessoas se envolverem. Não tô dizendo que no final tudo termina em amor, a gente namora, se casa e vive no tão clichê e enganoso felizes para sempre. Pra essas pessoas só tenho algo a dizer: de amar a gente não pode ter medo. Sabe por quê? Porque a gente deve mergulhar de cabeça mesmo que o resultado seja encher a cara de vinho numa quinta-feira a noite porque sente que tá destruído por dentro ou passar o domingo todo na cama chorando e desejando poder arrancar aquela frustração que toma a gente com as mãos. A gente sempre cai e a gente levanta. A gente sempre tá sujeito a sofrer e a ser feliz. Felicidade é isso, é momento. Se entregar pra alguém que te entende completamente não significa felicidade plena. A gente deve mesmo se entregar pro que vier, estar disposto a enfrentar as consequências. Mergulhar no que der vontade sem temer os resultados. Se você pode, ame! Mesmo que você saiba que haja possibilidades maiores de dar tudo errado e no final prometer pra si próprio que não vai amar mais porque dói. A gente não sabe o que está por vir. Isso não é justificativa pra não amar, nunca foi nem nunca será. Dói, é claro que dói, mesmo que a outra pessoa te ame de volta. A gente não tem que ter medo nem se enganar se existe algo dentro da gente que a gente insiste em recusar e em inventar mil desculpas pra dizer que não é amor. É como eu li esses dias: mesmo se for tudo igual e tudo der errado uma hora ou outra a gente precisa se levantar de novo pra contar história.

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