Reflections on a time in Cabo Verde 6/4/2018

I landed in Cape Verde on June 17th. I’ve been here for a while already, but as someone who has just spent the last four months away from home, I know that the adjustment period to living in a foreign country lasts essentially the entire time you are there.

I’m here as part of an internship with the Center for Research on Women and Families (CIGEF). My internship involves participation in a much larger project of labor inclusion for the young women of the community of Bela Vista, Praia. As an intern, I will be conducting workshops on the topic of women’s empowerment, and gender-based violence, as a way to contribute to the end goal of including the women of Bela Vista in the formal labor force. Luckily, I will not be working alone, I will be partnering with Mira, a student studying English at the University of Cape Verde (UNI-CV). Together, we will be researching gender-based violence and leading these workshops.

Last week, I visited Bela Vista. It does not look radically different from other parts of Praia, apart from a larger prevalence of spontaneous settlement housing. Those who cannot afford regular housing will stake their claim to a plot of land by building a tiny, one room structure, and then slowing adding on to it as they are able. This type of housing often lacks basics such as running water and bathrooms.

Many members of the community, notably the women, are employed in the informal sector. This means that the women that I pass by everyday on my way to CIGEF, selling fruit, candy, or cigarettes on the sidewalk, might be from the community of Bela Vista, and might be the women who I end up working with closely.

Based on what I have learned so far, Bela Vista has been characterized as an underserved community. But there is always so much more to a place than it being “underserved”, and I am eager to learn more about Bela Vista’s people and their celebrations, past-times, diversity, food, apart from only their struggles. I was very glad to visit Bela Vista’s community center last week, where I will be holding the workshops.

That being said, I also do want to focus on the struggles of the people of Bela Vista in a more productive way, as in, are there community leaders that are currently fighting for better conditions for the community? Who are they, and what exactly are they concentrating on?

Especially as I am doing research and leading workshops on the issue of gender-based violence, which from what I hear is a prominent issue in Cape Verde. How to the women of Bela Vista understand gender-based violence as an issue in their lives? How do they understand gender, as it applies to them? Do they see obvious, unchanging biological differences between men and women? Do they see a need for women to be liberated?

I am extremely curious to know how these women conceptualize the world around them, as it relates to issues of gender. And I have started reading critical pedagogy, and an important principle that stood out has been that there are no new ideas that I can introduce as an educator. I am not here to teach these women anything new about their lives, I am not here to tell them that they are oppressed, that they must memorize and regurgitate the latest gender theories that I learned in college. I am here to “lend theoretical coherence to available evidence” (as Theodore Mills Norton states). If a theory is valid, the evidence of it is out there in the world. If the women of Bela Vista are deeply affected by gender based violence, and this violence is mass violence that has the potential to poison an entire community from within, and the only way this violence can be combatted is through a radical feminist understanding of the world, then these women and I can work cooperatively to stitch together the evidence that proves this to be the case. If this cannot be done, then the theories and the teaching methodology have failed in their principle objective: to remain rooted in reality. These theories are on trail here, not the “correctness” of theoretical knowledge of Cape Verdean women.

Therefore I want to be the type of educator that challenges both herself and her students to sift through evidence and reach conclusions together. I don’t want to teach anyone anything really, because I don’t think I know much at this point in my life, and because I am very aware of the implications of a white western woman educating proletarian African women. I am very aware of the choices I must make as someone who has been tasked as an educator within a group of people who will share radically different experiences from myself. Intersectionality theorists such as Crenshaw argue that sexism is not universally experienced by all women. Women who grew up in Bela Vista might have very different ideas of gender, and the role it plays in their community. I must learn from them as much as they must learn from me.

These next few days, I need to challenge myself to continue reading about radical pedagogy, gender & feminist theory, theories around abuse and gender-based violence, as well as how this phenomenon exists in Cape Verde specifically. I need to inform myself so that these workshops are as useful to the women of Bela Vista as possible. I hope that I can commit to writing these posts weekly, so that next week I can return by sharing more research that I have done around the topic of gender-based violence in Cape Verde. I am also challenging myself to write each post in both English and Portuguese, so that I can strengthen my language skills.

P.S. This internship experience is made possible through a collaboration between the Wellesley Centers for Women and CIGEF, and by funding from the Anchor Point Fellows Program at Wellesley College.

Eu cheguei em Cabo Verde no dia dezessete de Junho. Então, eu já estou aqui por um tempo. Mais como eu passei já quatro meses fora de casa, eu sei que o período de ajuste a um país novo nunca termina realmente.

Eu estou em Cabo Verde como uma estágiaria no Centro de Investigação e Formação em Género e Familia (CIGEF). Meu estágio e parte de um projeto muito maior sobre inclusão laboral das mulheres e meninas de Bela Vista. O meu projeto está centrado em torno de workshops sobre empoderamento das mulheres e violência baseada em género, como uma maneira de incluir as mulheres de Bela Vista no trabalho formal. Eu não estou sozinha nesta tarefa, por que eu vó trabalhar com a Mira, uma estudante de Inglês na Universidade de Cabo Verde (UNI-CV). Juntas, nós pesquisamos sobre VBG e conduzimos estes workshops.

Nesta semana passada, eu visitei Bela Vista. Á primeira vista, não parece muito diferente das outras partes da Praia, além de uma maior quantidade de habitação de forma espontânea. Aqueles que não podem pagar por habitação formal começam a construir uma casa em partes, começando com um quarto, depois um outro, em acordo com a quantidade de dinheiro que esta acessível. Estas casas tipicamente faltam água corrente e banheiros.

Muitos membros da comunidade, principalmente as mulheres, estão trabalhando no setor informal. Isso significa que as mulheres a quem eu passo todo dia no centro da Praia andando para or CIGEF, vendendo frutas, balas, o cigarros, podem ser da Bela Vista, e podem ser as mesmas mulheres com quem eu vó trabalhar.

Baseado em o que eu até agora tenho aprendido, Bela Vista é uma comunidade desprivilegiada. Más sempre tem muito mais para um lugar que os seus problemas, e eu quero aprender mais sobre a Bela Vista e as suas pessoas, as suas celebrações, jogos, passatempos, diversidade, comida. Eu estava feliz de visitar o Centro Comunitário de Bela Vista essa semana passada, onde eu e a Mira vão conduzir nossos workshops.

Más eu tambem quero concentrar nas lutas das pessoas de Bela Vista de uma maneiro produtiva. Tem líderes da comunidade que estão lutando para condições melhores? Quem são, e o que exatamente são as lutas que eles estão concentrando?

Especialmente como eu estou pesquisando sobre VBG, que falam que e um problema importante em Cabo Verde. Como que as mulheres de Bela Vista pensam sobre VBG em relação a vida delas. Como que elas intendam o conceito de género? Elas acham que tem diferenças significas e biológicas entre homens e mulheres? Elas vejam uma necessidade por a libertação das mulheres?

Eu estou bastante curiosa a saber como essas mulheres imaginem as suas realidades, especialmente em relação a género. Eu estou começando a ler pedagogia crítica, e uma lição importante do meu estudo tem sido que não existe nova ideas que eu posso ensinar. Eu não estou aqui para palestrar sobre a realidade que estas mulheres já conhecem, para dizer que elas são oprimidas, que elas deviam memorizar as ultimas teorias de género que eu aprendi na escola. Eu estou aqui para “dar coerência teórica à evidência disponível” (como diz Theodore Mills Norton). Se uma teoria é valida, a evidência já existe no mundo. Se as mulheres de Bela Vista, na realidade, são profundamente afetadas por violência baseada em género, e essa violência e violência em massa que tem o poder de destruir a força de uma comunidade, e a única maneira de combater essa violência e um feminismo radical, se tudo isso é verdade, então as mulheres é eu podem trabalhar em conjunto para identificar a evidência que prova esta realidade. Se esta tarefa não e possível, então as teorias e a metodologia falharam em seu objetivo principal: a ser conectado á realidade. Estas teorias estão em julgamento, não a sabedoria das mulheres Cabo Verdeanas.

Por isso eu quero ser o tipo de educador que exorta se mesmo e as suas alunas a olhar toda evidência cuidadosamente antes de chegar as conclusões juntas. Eu não quero ensinar nada á neguem, por que eu também não sei de nada e por que eu estou bastante consciente das implicações de uma mulher branca do ocidente “ensinando” mulheres Africanas proletárias. Eu estou bastante consciente das escolhas que eu tenho que fazer como uma pessoa que foi encarregada como educadora junto com um grupo que têm experiências radicalmente diferentes de mim mesmo. Teoristas de interseccionalidade como Crenshaw falam que a experiência do sexismo não e universal para toda as mulheres. As que cresceram em Bela Vista podem der ideas radicalmente diferentes sobre género, e a sua função na comunidade. Eu devia aprender delas tanto quanto elas aprendam de mim.

Nos próximos dias, eu preciso me exorta a continua a ler sobre pedagogia, teorias feministas de género, teorias sobre abuso é VBG, a também como esse fenômeno de VBG se manifesta em Cabo Verde especificamente. Eu preciso me informar para que esses workshops sejam tão útil para as mulheres da Bela Vista quanto possível. Eu espero que eu posso me cometer a escrever nesse blog uma vez por semana, para que na próxima semana eu posso divulgar mais sobre as minhas pesquisas. Eu também estou me exortando a escrever estes textos em Português e Inglês, para melhora o meu Português.

P.S. Esta experiência foi possível através de uma collaboração entre Wellesley Centers for Women e CIGEF, a pelo financiamento do Programa Anchor Point Fellows no Wellesley College.