Estrela

O trabalho dignifica o homem, reza o lugar comum. Mas qual trabalho? Não o que se repete, e, como metralhadora, vomita projéteis amorais que grudam nas luzes pessoais, destroçando qualquer brilho inovador. Não! A dignidade mora com a criatividade, com o inusitado. Ela é flor que desabrocha e esparge seus perfumes pela insossa realidade.

Corre o caudaloso e desanimado rio do tempo… Suas pequenas intermitências animadoras não permitem o retorno. Oposto disso, as memórias prosaicas já se anuviam, e somente os valores sólidos permanecem.

Gigante Áureo, descanse! Os frutos de sua existência continuarão prosperamente suas realizações, construindo, pedra a pedra, seu legado incansável.

Suas armas constituem sua herança, ferramentas de progresso e desenvolvimento, úteis à interminável busca pela utopia, esta irrealizável miragem inspiradora da caminhada progressiva pelos artífices da evolução, surdos aos apelos dos arautos do atraso.

Dia após dia, gira o carrossel imprevisível do destino, e a bússola mestra, fossilização primeva dos Princípios entronizados, guia a turbulenta travessia da selva cotidiana, da vida…

Anos somem nas brumas cotidianas, mas o farol dos sorrisos, abraços e ensinamentos ilumina, sempre, a existência daqueles desbravadores conjuntos.

Já há tempos caminho sem o andador, mas o apoio recebido é fortaleza indestrutível que defende a essência vital daqueles atacantes inescrupulosos, os destruidores de sonhos, chumbados numa realidade vazia e ilusória.

Já há tempos sigo o brilho ofuscante desta maravilhosa estrela…

E SEMPRE SEGUIREI!