O QUE TE CEGA?

Nascemos, crescemos e morremos cercados pela velha metáfora de que a vida é um caminho (sem mapa) a ser trilhado, cheio de curvas e bifurcações, largo ou estreito, plano ou esburacado. Mas, que sempre nos leva à algum lugar, um destino que por volta dos 15/16 anos já precisamos saber exatamente como será. Idade onde não sabemos/podemos decidir se queremos ou não ter um(a) namoradinho(a), mas em que devemos saber com convicção onde queremos estar aos 30.

Alô? Alguém já parou para pensar sobre isso?

Uma das várias e várias coisas que ninguém nos disse é que no caminho somos acometidos inúmeras vezes pela cegueira, temporária ou não. Ninguém te prepara para a escuridão repentina. Não, não se trata de uma noite sem lua. Todo mundo enxerga e faz questão de citar que você está fazendo tudo errado.

A cegueira em questão tem forma, cor e textura, às vezes tem nome, CEP, RG e mente que te ama. Te desorienta, tira do chão e quando passa, se passar, te solta alguns km atrás.

Ninguém te explicou isso, que algo poderia te tirar de perspectiva. Te lançaram nesse caminho sem ao menos um kit básico de sobrevivência. Sem nenhuma dica de como prevenir ou curar essa cegueira. Talvez quem te jogou no início desse caminho também não enxergava muito bem.

Fazendo contraponto com a cegueira física, a emocional não aguça seus outros sentidos. Em alguns casos desliga também a audição e a voz. Você não é mais você. Não consegue mais ver onde pisa, ouvir o quê/quem te cerca e muito menos pedir por socorro. Pode nem saber que está em perigo, que não enxerga mais.

As chances de cura são maiores quando ainda se vive os primeiros sintomas. A visão está apenas embaçada, causando apenas alguns tropeços. Nesse momento a capacidade de discernimento não foi afetada, apesar das dificuldades em enxergar o caminho de forma nítida. Esse é o momento de ativar o modo de proteção e arrancar do seu caminho o que te impede de seguir em frente.

Dicas:

  • Se for amor, te impulsiona, não te prende;
  • Se for amizade, te ajuda a voar e não a corta suas asas;
  • Se for psicológico, pedir ajuda não te enfraquece, apenas renova suas forças;
  • Se for familiar, laços de sangue precisam ser sinônimo de afeto, quando se tornam correntes e mordaças é preciso se desvincular;

Mas, e aí? Como anda a sua visão?