07/09
Muitos temas, muitos assuntos e, ao mesmo tempo, nenhum.
É a profusão e o vazio daquilo que chamam de plenitude. É a certeza de que está tudo bem, de que estamos aqui e isso já é ótimo, mas é também a falta do que trás saudade e do que ainda nem tive a chance de viver.
São as irreais certezas as quais me apego, para dar sentido ao existir na falta. É a certeza do querer do outro, do desejo dos astros. É acreditar que é tudo um teste e que há sim câmeras escondidas.
Querer e não poder preenche, e esvazia.
- ontem eu me abracei apertado no travesseiro que me acompanha a 6 anos e pensei em como eu queria que aquele abraço fosse dado em você, viva, de carne, sangue, pele e osso, ao invés de no reconfortante e inerte travesseiro. me agarrei a ele como da primeira vez que me vi apaixonada por você, imaginando o conforto do seu colo e o calor do seu ar.
- mas na mente, na minha mente, me veio você e me veio a certeza de que mesmo se casando, o amor da sua vida sou eu. que é confuso, que está confuso, mas que assim como, inesperadamente, me achou em meio ao caus das milhões de possibilidades de amizade online, vamos nos achar e viver.
Eu não tenho nada. Eu me alimento dos meus desejos que dependem de outros desejos que eu também preciso me esforçar muito para tronar reais. Que não dependem de mim, mas me despertam uma fé cega, irreal, que me permite viver, me alimentar do nada, sem nunca me satisfazer, mas sobreviver.
Sigo fazendo fotossíntese sem ser planta.
